Ainda dói quando penso em tudo o que passou. É como se as memórias pudessem me ferir de um jeito que eu não pudesse evitar..
Não sei se ainda sinto as mesmas coisas que antes, mas é como se eu ainda pudesse me sentir do jeito que me sentia e depois... e depois apenas passava.
Ultimamente vejo essas tais memórias como sentimentos pontudos que me machucam de vez em quando, e quando machucam, é como se eu conseguisse colocar toda aquela dor pra fora de mim e a tranformasse em cicatriz. Uma vez que a transformo em cicatriz, não posso mais esquecê-la, mas pelo menos não sentirei mais nenhum tipo de dor. Pois as cicatrizes estarão lá como memórias, mas dessa vez, não poderão me machucar.
Penso, logo escrevo.
domingo, 6 de novembro de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
passado
ás vezes eu penso em como poderia ser a minha vida se tudo tivesse acontecido de um modo menos doloroso. todo mundo pensa nisso e em todas as formas possíveis de tornar um passado ruim em um passado menos dolorido para ser lembrado. eu só queria deixar de desejar que meu passado nunca tivesse acontecido...
ruim não é você desejar ter tido um passado mais ameno, ruim é desejar que ele nunca tivesse ocorrido em sua vida. é como se você desejasse nunca ter conhecido alguém pelo mal que essa pessoa lhe causou. é assim que eu me sinto.
de que adianta tudo estar bem apenas por causa de um enorme esforço? as coisas não deveriam fluir naturalmente?
é cansativo se esforçar para não ter ciúmes, se esforçar para não guardar rancor, se esforçar para não amar tanto... é cansativo se esforçar.
acho que estou em um nível onde eu preciso muito mais do que uma simples conversa, um simples sorriso e isso não sou eu. essa não sou eu.
não me sinto eu quando estou com você. e tudo isso porque eu tenho que fingir ser uma pessoa totalmente diferente daquela que já fui, porque eu não consigo lidar com tanta tristeza ao lembrar de tudo o que já me aconteceu.
hoje em dia, se me perguntassem o que eu mudaria no meu passado, eu diria que desejaria que todas aquelas coisas que aconteceram não tivessem acontecido. eu desejaria nunca ter te conhecido.
doloroso, mas sincero.
ruim não é você desejar ter tido um passado mais ameno, ruim é desejar que ele nunca tivesse ocorrido em sua vida. é como se você desejasse nunca ter conhecido alguém pelo mal que essa pessoa lhe causou. é assim que eu me sinto.
de que adianta tudo estar bem apenas por causa de um enorme esforço? as coisas não deveriam fluir naturalmente?
é cansativo se esforçar para não ter ciúmes, se esforçar para não guardar rancor, se esforçar para não amar tanto... é cansativo se esforçar.
acho que estou em um nível onde eu preciso muito mais do que uma simples conversa, um simples sorriso e isso não sou eu. essa não sou eu.
não me sinto eu quando estou com você. e tudo isso porque eu tenho que fingir ser uma pessoa totalmente diferente daquela que já fui, porque eu não consigo lidar com tanta tristeza ao lembrar de tudo o que já me aconteceu.
hoje em dia, se me perguntassem o que eu mudaria no meu passado, eu diria que desejaria que todas aquelas coisas que aconteceram não tivessem acontecido. eu desejaria nunca ter te conhecido.
doloroso, mas sincero.
terça-feira, 10 de maio de 2011
gatinho de pelúcia
ela deitou na sua cama e abraçou seu gatinho de pelúcia e se sentiu só. mais uma noite daquelas...
ela não estava sozinha, apenas não estava com quem gostaria de estar e isso se tornara uma constante em sua nova vida longe daquilo que ela almejava tanto.
rolava na cama de um lado para o outro, não encontrava uma posição confortável para dormir e talvez ter bons sonhos. o frio a fazia apertar cada vez mais o gatinho de pelúcia que para ela era a única ligação com aquilo que estava em sua mente.
seus olhinhos se apertaram e uma lágrima caiu em cima do gatinho de pelúcia que ficou com uma manchinha de bolinha em cima de uma de suas orelhinhas. ela estava triste.
um filme de sua vida começou a passar pelo seu pensamento e ela se lembrou de coisas que a faziam sentir saudade e tristeza, pois ela lembrou de que aquelas coisas tinham acabado.
mais uma lágrima caiu, mas agora foi na testa do gatinho.
ela tremeu de frio e se enfiou mais ainda debaixo do cobertor e tentou chorar bem baixinho pra não acordar a sua amiga que estava dormindo na cama de cima.
- 'que raiva!' - ela sussurrou ao perceber que havia se entregado aos sentimentos que ela tanto ignorava..
ela não estava sozinha, apenas não estava com quem gostaria de estar e isso se tornara uma constante em sua nova vida longe daquilo que ela almejava tanto.
rolava na cama de um lado para o outro, não encontrava uma posição confortável para dormir e talvez ter bons sonhos. o frio a fazia apertar cada vez mais o gatinho de pelúcia que para ela era a única ligação com aquilo que estava em sua mente.
seus olhinhos se apertaram e uma lágrima caiu em cima do gatinho de pelúcia que ficou com uma manchinha de bolinha em cima de uma de suas orelhinhas. ela estava triste.
um filme de sua vida começou a passar pelo seu pensamento e ela se lembrou de coisas que a faziam sentir saudade e tristeza, pois ela lembrou de que aquelas coisas tinham acabado.
mais uma lágrima caiu, mas agora foi na testa do gatinho.
ela tremeu de frio e se enfiou mais ainda debaixo do cobertor e tentou chorar bem baixinho pra não acordar a sua amiga que estava dormindo na cama de cima.
- 'que raiva!' - ela sussurrou ao perceber que havia se entregado aos sentimentos que ela tanto ignorava..
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Intrínseco
Eu preciso de carne, ossos, suor, pele entre meus dedos. Preciso sentir dor, ódio, carinho, medo, saudades, ou qualquer coisa que me faça acreditar que eu ainda posso sentir alguma coisa.
Não me importo de estar com pessoas diferentes, só espero que elas me façam esquecer que um dia eu já pertenci a outro corpo.
Carne. Tudo se bazeia na carnificina, podendo ser apenas como uma representação do dilaceramento que pratico todas as vezes que procuro sentir com outros corpos o que eu não sinto mais.
Estou com outros e ainda sim me sinto sozinha e dentro de mim existe apenas um vazio que parece nunca ser preenchido, e por mais que eu tente, o vazio só aumenta.
Se isso é estar vivendo a minha vida, então para mim é como estar acabando com ela, e eu realmente não me importo.
Estou me dilacerando pouco a pouco e essa é a única coisa que me faz sentir viva.
Não me importo de estar com pessoas diferentes, só espero que elas me façam esquecer que um dia eu já pertenci a outro corpo.
Carne. Tudo se bazeia na carnificina, podendo ser apenas como uma representação do dilaceramento que pratico todas as vezes que procuro sentir com outros corpos o que eu não sinto mais.
Estou com outros e ainda sim me sinto sozinha e dentro de mim existe apenas um vazio que parece nunca ser preenchido, e por mais que eu tente, o vazio só aumenta.
Se isso é estar vivendo a minha vida, então para mim é como estar acabando com ela, e eu realmente não me importo.
Estou me dilacerando pouco a pouco e essa é a única coisa que me faz sentir viva.
domingo, 3 de abril de 2011
saudades
Eu acho que não estou conseguindo mais aguentar a saudade que carrego dentro de mim. São as ruas, as estrelas, as músicas, as frases, os filmes, os cafés, os perfumes... talvez nada. Só sei que quando durmo e quando acordo fico sempre com a mesma coisa na cabeça e não consigo pensar em outra coisa que não seja aquilo que meu coração grita. Ele grita seu nome dentro de mim e sangra toda vez que deseja ter seu coração por perto. Não sei se chega a ser exagero, mas é preciso talvez exagerar para demonstrar toda a falta que me faz, todo o vazio que eu sinto, toda a dor que me incomoda. Talvez na dor eu sinta que tudo isso pode passar um dia, mas não quero enlouquecer até que esse dia chegue. São coisas demais para pensar, coisas demais para fazer e eu não entendo como ainda penso na mesma coisa de sempre. Como você pode viver tanto tempo na minha mente? Como você tem coragem de invadir as entranhas dos meus pensamentos mais secretos e acabar com qualquer possibilidade de não pensar em você? Como você pode permitir que eu sinta dor por sua culpa? Como?
quarta-feira, 9 de março de 2011
Changes
o tempo passa tão rápido que quando olhamos para trás, percebemos que tudo ficou diferente, que muitas coisas acabaram não sendo aquilo que planejávamos.
depois de olhar para trás, olho para a frente e vejo tudo aquilo que pode me acontecer e todas as possibilidades de uma possível felicidade maior do que aquelas que eu já vivenciei.
'Antigamente'. Eu não usaria essa palavra antes, mas agora já faz tanto tempo. Não encontrei palavra melhor para descrever aquilo que ficou tão atrás. 'Antigamente...'
Enquanto vivenciamos um sentimento, é impossível acreditar que ele possa se perder no tempo, mas ele se perde e é difícil de achá lo depois.
Nunca foi tão bom crescer, porque daí a gente vê que tudo aquilo que achávamos ser o sentido de nossas vidas é apenas uma fase, uma pessoa perdida que não sabe o que quer e que talvez não queira saber por causa da grande covardia imposta pela 'sociedade familiar'.
Mas somos livres para decidirmos por nós mesmos, só que existem pessoas que largam essa liberdade para viver uma vida que outras pessoas impuseram a elas.
Cabeças fracas... sempre encontraremos no caminho.
depois de olhar para trás, olho para a frente e vejo tudo aquilo que pode me acontecer e todas as possibilidades de uma possível felicidade maior do que aquelas que eu já vivenciei.
'Antigamente'. Eu não usaria essa palavra antes, mas agora já faz tanto tempo. Não encontrei palavra melhor para descrever aquilo que ficou tão atrás. 'Antigamente...'
Enquanto vivenciamos um sentimento, é impossível acreditar que ele possa se perder no tempo, mas ele se perde e é difícil de achá lo depois.
Nunca foi tão bom crescer, porque daí a gente vê que tudo aquilo que achávamos ser o sentido de nossas vidas é apenas uma fase, uma pessoa perdida que não sabe o que quer e que talvez não queira saber por causa da grande covardia imposta pela 'sociedade familiar'.
Mas somos livres para decidirmos por nós mesmos, só que existem pessoas que largam essa liberdade para viver uma vida que outras pessoas impuseram a elas.
Cabeças fracas... sempre encontraremos no caminho.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
pequenos sonhos
Sabe.. eu ainda acredito que o destino vai me pregar a mesma peça que ele me pregou a dois anos atrás e que tudo vai voltar a ser como era, mas de um jeito muito melhor.
É... eu sou tão ingênua ainda..
Mas eu não me importo de conviver com certos sonhos dentro de mim, pois eles me fazem ser quem eu sou e eles me lembram quem eu fui um dia.
Eu sei que um dia vou acordar e perceber que todas essas fantasias de um possível reencontro serão apenas fantasias e que na verdade, tudo aquilo que eu sentia deixou de existir. Mas hoje, eu ainda deito na cama e antes de dormir, fico imaginando como será o momento do próximo 'oi'.
É... eu sou tão ingênua ainda..
Mas eu não me importo de conviver com certos sonhos dentro de mim, pois eles me fazem ser quem eu sou e eles me lembram quem eu fui um dia.
Eu sei que um dia vou acordar e perceber que todas essas fantasias de um possível reencontro serão apenas fantasias e que na verdade, tudo aquilo que eu sentia deixou de existir. Mas hoje, eu ainda deito na cama e antes de dormir, fico imaginando como será o momento do próximo 'oi'.
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