sábado, 28 de fevereiro de 2009

I said it's fine before, but I don't think so no more.

Ele pensava de uma forma convincente, sério. Convencia muita coisa, explicava várias coisas. Mas a partir daquele momento em que os olhos dele enxergaram uma cena nada afetiva, ele passou a mudar seu modo de agir.
Ela não entendia, ficava nervosa, queria dar murros na parede, e dava. Sua cabeça já estava explodindo de tanta confusão, ela já não aguentava mais.
Como alguém pode mudar assim? Ela ficou o dia todo se perguntando.
Grosserias, acidez.. era tudo muito diferente, era até divertido de se olhar.
As pessoas são como animais que vivem mudando o comportamento diante de certas situações.
Vergonhoso até. Um cara tão centrado, jogar as coisas pro alto desse jeito, que modo feio de mudar.
Pior foi a garota, a covarde fugiu, não aguentou. Ela sempre fugia quando a barra ficava pesada, sempre era a que mais sofria, porque sofria sozinha.
Vendo isso de fora, era até patético. Mas quem não passa por momentos assim?
Eu, por exemplo, já passei várias vezes. E quando você vê outra pessoa passando por isso, até dói um pouco na alma da gente.
Uma dor que a gente já sentiu, sentida por outra pessoa, mesmo que você não conheça, é duro de aceitar, de ver...
Por isso agora estou triste. Isso mesmo, decidi. A gente tem que aceitar certas condições da nossa vida e apenas seguir com isso, não adianta teimar, eu já teimei muito e só piorou. Vamos começar a aceitar as bizarras condições da vida.
Ninguém pode ter o que quer, nem tudo o que deseja, por isso certas pessoas são tão mais maduras do que outras.
Aceitar faz crescer, faz entender, faz amadurecer.
Mas quem disse que isso é bom?
Eu não acho.. eu acho que nós temos que ser infantis pra sempre (infantis no bom sentido, não aquela pessoa infantil idiota, não é mesmo?). Nós temos que nos arriscar, temos que ter coragem de de dizer o que sentimos e o que pensamos, temos que birrar por certas coisas, e cagar em outras também. Temos que errar e apenas aprender com o erro e esquecê-lo depois,temos que ter nojo de beijar na boca e sonhar com o príncipe/princesa encantado(a). É isso!
Exagerei, claro que exagerei. Mas é verdade, tem muita gente que eu conheço que precisa perder o medo de fazer tudo.

'aquele desespero voltou, medo de seguir em frente. já estava afundado na lama, afundaram ainda mais. achava que as pessoas sabiam seus limites, se enganou.
sentia que todo mundo estava querendo brincar com sua mente, e mesmo se não quisessem, eles conseguiram.
fugir fugir fugir
é sempre assim. fugiu, correu de tudo, de todos, procurou alguém que realmente se importava, mais uma vez foi bem recebida demais, machucou mais uma vez e afundou mais ainda naquela lama de lamentações.
o coração afetado já estava desistindo de bater. estava ficando cada vez mais difícil, impossível, ridículo até. não havia mais sentido em tudo aquilo. um coração afetado sozinho não sobreviveria. era melhor acabar com tudo isso de vez.'

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Uma história do Neguinio *-*

As luzes eram fracas. Apenas o forte brilho vermelho emancipado das paredes clareavam as formas que se escondiam no escuro. Enquanto eu caminhava para a sala de projeto, localizado bem ao meio do corredor, deslizando pelo vento que bagunçava meu cabelo e remexia minhas roupas, reconheci o rosto que meus olhos agora encaravam.

Lá estava ela, outra vez, rodeada com suas amigas, que para mim tinham pouca importância. Não demorou muito para retribuir meu olhar, e simplesmente sorrir em resposta. Os dentes, em harmonia perfeita dentro da pequena boca de lábios curtos. Eu retribui o sorriso, sem mostrar os dentes, enquanto suas amigas mal se incomodaram em me olhar, pelo momento.

Logo, penetrei na pequena roda e cumprimentei-a, e mais uma outra amiga que nós tínhamos em comum. Ela, com a mesma maestria de beleza e simpatia, me deixou com a boa sensação que sempre me causava.

Depois, me voltei para o que interessava, ela.

"Oi", ela disse.

"Olá", respondi, mostrando os dentes. Era mais fácil ser natural agora que já éramos conhecidos. Como tinha previsto, suas amigas voltaram totalmente a atenção para mim, com sorrisos e gestos.

Revirei meus olhos para a sala, com sinal para sairmos dali. Ela obedientemente entendeu e já ia se retirando de perto do grupo.

"Então, tudo bem com você?", perguntei, enquanto andávamos. Eu olhava constantemente para seu rosto.

"Sim, e quanto a você?", ela respondeu, olhando para mim, com a atenção voltada para a porta, que eu abrirá para ela passar.

"O mesmo", respondi, a voz desaparecendo com o soprar do vento nas paredes da sala. Estava frio, suficiente para eu sentir o tremor do corpo dela, como se fosse no meu próprio corpo.

Um mar de detalhes para qualquer artista. Uma melodia nova para qualquer músico. Uma inquietação complexa para qualquer escritor. Uma imensidão de paixões ocultas, mas necessárias. Esse era o sentimento que eu estava sentindo em cada expressão de meu rosto, em cada olhar sofrido que eu era capaz de compor. Ela trazia à tona tudo que havia de mais amável em mim, tudo que eu gostaria de expor diariamente, mas que era impossível com um coração quebrado.

As lembranças de outrora, não me machucavam mais. Minha atenção estava direcionada à ela, e apenas ela.

"Não posso ficar com você", ela disse simplesmente. "Eu mal o conheço"

"E você precisa realmente me conhecer mais ?" eu rebati. "Você já sabe o que precisa saber."

"Você está errado." ela disse friamente enquanto sua expressão mudava "Fico me perguntando quantas palavras e tempo tivemos juntos?"

"Pare", eu disse, quase como uma humilhação, "...foram milhares de momentos"

Erguendo meu rosto enquanto falava, meus olhos brilhavam com lágrimas. Eu não estava chorando, mas a agonia era gritante em meu rosto.

"As caminhadas que fizemos sob o sol enquanto saiamos da faculdade. A noite no bar que passamos juntos. O jeito que você rabiscava meu guardanapo com a caneta do garçom..." eu dizia sem prestar atenção nas palavras. Ela se tornava mais sensível enquanto eu continuava, mais agoniada, como eu.

"O formato do seu pescoço no meu ombro. O perfume do seu cabelo despejado nos traços do meu rosto..."

Ela mordeu o lábio inferior, minhas palavras pareciam um livro aberto para ela.

"Foram milhares de momentos..." eu continuei " São como uma moeda de mil caras. Só depende de que lado você vê."

Ela largou o fichário e livro que levava em mãos, e soltou a bolça pelo braço.

Minha mente não conseguia pensar racionalmente naquele instante, tudo se misturava, como diferentes flores num jardim de Monet.

Ela se aproximou, mais e mais, os olhos castanhos me encarando. Era um castanho claro que eu jamais vira antes. À luz do Sol, eles clareavam, tornando-se quase dourados, contrastando com o loiro dos cabelos. Qualquer homem poderia facilmente se prender à eles, desligando-se dos afazeres e problemas que a vida trazia, pois a própria vida escondia neles o seu lado mais doce.

Juntei-a ao meu peito e coloquei meus lábios levemente nos dela. O beijo parecia apenas um prelúdio para o amor.

Segurei seus quadris com uma das mãos, enquanto pressionava a outra, que estava em volta de seu pescoço, para mais perto. Suas mãos percorriam meu pescoço, vinham pelas minhas costas fazendo desenhos e remexiam meus cabelos. Seus lábios pequenos moviam suavemente em minha boca, sua lingua cutucando delicadamente a minha, enquanto chupava-a. Sua respiração tornou-se cada vez mais ofegante, como a minha. Pude sentir seus batimentos acelerando. Ela me queria, assim como eu a queria. O desejo estava explicito nos seus beijos, no seu carinho.

Repousei minha testa em seu queixo, e delicadamente beijava seu pescoço de baixo pra cima, ela gemia. Um gemido delicado, enquanto eu saboreava o cheiro de seu corpo quente, tão perto do meu, tão vulnerável. Essa palavra me fez segura-la mais forte, mais perto. Seus seios batiam no meu peitoral.

Levantei cegamente a cabeça e me voltei para sua boca; sua língua contornava meus lábios e seus braços agora me envolviam. Beije-os com desespero, mas nunca excedendo a força. Peguei seu rosto com as mãos e toquei seus lábios mais uma vez, me afastando. Ela me encarou com um sorriso, os olhos taciturnos, abaixados. Sorri pra ela, meu hálito fresco soprando em seu rosto. Encostei-a na parede nos beijamos mais, perdendo a noção do tempo, que parecia não existir.

Meu coração pulsava em descompasso, agredido. Abracei-a, apoiando sua cabeça em meu ombro, olhando por cima para o relógio. Já se passara uma hora e meia desde que entramos ali.

"Odeio quando você me desarma desse jeito" ela disse sem graça, abaixando o rosto enquanto falava. Era divertido vê-la sem graça quando estava comigo. "Acho que você é medrosa..." eu comecei. Ela levantou o rosto me encarando, erguendo uma das sobrancelhas. "...em todos os sentidos."

"Medo?" ela repetiu, ainda me olhando. Sua voz era calma.

"Acho que você tem medo de gostar de mim. Você tem medo de se relacionar comigo ou com qualquer um, por experiências anteriores que não deram certo, se é que você realmente teve, ou estou errado?"

Ela baixou o rosto novamente, estava sem graça. Eu pensei ter dito algo errado, mas eu saberia se tivesse feito isso de fato; eu reconheceria sua reação.

"Você não sabe o quanto eu gosto de você..." ela sussurrou, eu ainda estava encostado com ela na parede. "...eu gosto muito de você, disso eu tenho certeza. Eu só não quero me apegar a você enquanto você me esquece com o passar do tempo."

Minha expressão ficou rígida. Como ela podia pensar desse jeito? Como ela podia me adorar, gostar de mim, e não querer se aproximar mais, por pensar que eu não estava sendo, no fundo, sincero.

"Eu sei o que eu quero, Carol" eu sussurrei, a voz doce, do jeito que ela mais gostava. "Quero ficar só com você."

Seu rosto corou. Peguei seu rosto com a mão, apoiei dois dedos no seu queixo e ergui-o até ela encontrar meus olhos, o olhar extremamente tímido.

"Você é o meu único amor.", as palavras saiam do meu coração. "Você é a garota que povoa meus sonhos desde e a infância, e agradeço por a conhecer. Se não, pediria em uma oração para Deus que refizesse o mundo, para ter uma chance de vê-la uma vez mais."

"Você têm que acreditar". Minha voz era doce, calma e muito baixa. Foi o suficiente para arrancar lágrimas de seus olhos. Ela jamais iria admitir que estava chorando. Ela me olhou, os olhos tremendo, encarando os meus. Suas mãos arrastaram meu rosto para mais perto e ela me beijou.

Seu beijo era mais agradável do que nunca, como um pôr-do-Sol em pequenas camadas, um aroma de rosas que a primavera trazia, um sopro frio e ocioso do inverno, as notas mais sutis de um piano, os primeiros pingos de uma tempestade. "Gosto de você", eu disse, entre gemidos e sussurros. Ela me abraçou muito forte, e repousou a cabeça em meu peito.

"É melhor sairmos daqui." Ela pediu. "Não posso me atrasar para a terceira aula".

Era verdade. Sua preocupação trouxe a tona meus outros deveres. "Tem razão. Acho que posso sobreviver sem você algumas horas"

Ela riu. "Ai, socorro.. homem meloso bem na minha frente". Dessa vez eu também ri, deixando-a passar primeiro pela porta.

"Suas amigas já estão impacientes com você". Eu sorria para ser simpático.

"Elas detestam quando eu sou seqüestrada" ela disse, ainda rindo.

"Bem, acho que elas vão ter que se acostumar à seqüestros daqui pra frente". Ela assentiu, me encarando.

Nossos caminhos eram em direções opostas, então me limitei a beija-la na boca mais uma vez antes de nos despedirmos temporariamente.

Breve, porém intenso e longo - menos do que eu gostaria - soltei-a e deixei-a ir para sua aula.

Ferrei com meu dedo, não pude passar pro pc o que eu tinha escrito.. acho q é melhor assim mesmo..

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Crescente/Decrescente

Sabe, é bem difícil adivinhar o que pode acontecer. Na verdade é impossível, mas se eu conseguisse, eu acho que não iria gostar. (;

Eu achava que na verdade, seria algo muito bobo, sem lembranças, sem lamentações... uma coisa bem simples.
Mas não, foi diferente (eu sempre falo isso), na verdade trouxe muitas lembranças, poucas lamentações, e não foi bobo. ;O
Sério, não foi bobo, foi algo muito legal, construtivo e saudável. Coisas que aprendemos no caminho.. aiai..

Eu queria ser um pouco mais diferente, sei lá...
Meu modo de pensar, as coisas que eu sinto.. tudo isso. Eu sei que fica clichê quando eu falo isso, mas sabe, é tudo verdade.
Eu queria ser diferente...

Certas coisas na vida são indispensáveis, a gente não pode figur. Ter que enfrentar certas coisas não é fácil e o pior é que no final você está sozinho.
Não é questão de infantilidade, a questão é coragem, coragem para enfrentar coisas de que temos receio em enfrentar sozinhos. Nãoé fácil, dá medo também, mas é preciso. Infelizmente.
Saber que você não vai ter alguém sempre do seu lado te apoiando é difícil, é complicado.. eu não consigo fazer muitas coisas sozinha e passar por certas ocasiões sozinha também, parece que o mundo vai te engolir.
Não quero ser engolida por um mundo desconhecido, muio menos por um mundo que me faça sentir desprotegida.
Eu sempre me sinto desprotegida, e é ridículo sabe. Uma pessoa que não consegue ir pra escola sozinha porque não vai ter ninguém pra fazer companhia, isso é ridículo, como alguém assim consegue crescer? Acho que ninguém.
Forçar também não é legal, mas ás vezes faz com que a gente aceite as coisas na marra, sem ter opções...
É isso o que acontece.. é assim que vai ser.
Vou tentar, sei que consigo. Mas por dentro, por dentro vai ficar tudo tão vazio... não queria me sentir sozinha, não queria me sentir... assim.
Porque tudo não é mais nada? Já não é o suficiente..
Porque as pessoas não assumem certas coisas? Ninguém consegue ler a mente de ninguém, não dá pra sentir o que está acontecendo o tempo todo.
Agonia tudo isso, que saco. rs

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Outra

Opiniões, outro modo de enxergar. Era assim..
Dois corpos tão iguais, com duas mentes tão distintas, intrigante.
Poderia pensar de outro jeito, poderia querer enxergar outros pensamentos, achava que conhecia muito do mundo e das pessoas, era só pra esconder o fato de não conhecer nada.
Era divertido ver o modo com que encarava certas ocasiões, uma mente muito fascinante, de fato.
Existiam momentos em que decepcionava, eram momentos raros, porém, muito difíceis. É difícil não conhecer alguém, não saber nada sobre nada. Claro que isso só fazia com que as coisas ficassem mais interessantes. É muito interessante tentar entrar em uma mente onde você nunca esteve. É claro que era.
Aquela diferença explodiu de um jeito muito estranho, é depois da explosão, é claro, veio a calmaria.
Parecia que tudo havia se acalmado, já estava ficando normal. Não era ruim não, porque nunca era igual. Era sempre diferente.
Simples demais, era assim mesmo, simples.. as pessoas é quem complicavam, não achava algo complicado, achava muito confortável.. mas é claro que o simples nem é tão simples assim, existiam coisas por dentro, mas que eram legíveis, dava para sacar na hora, muito evidente.
O medo, a insegurança, a tristeza.. aquela tristeza.. dava pra sentir, bem de leve, mas dava.
Como pode... tantos corações afetados?
As pessoas são tão iguais.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A Beautiful Lie

Sabe, é bom estar presente, estar com quem se preocupa, com quem gosta, com quem entende. Eu não tinha mais esse carinho, mas agora o resgatei, a saudade bateu bem forte e com eles eu fiquei..
Eu queria poder ter várias pessoas por perto, pelo menos agora, agora que eu estou meio sozinha.. carência, de fato.

'Parecia tão difícil assim? Não era tão complicado.. gostava de conversar, de abraçar, de olhar os pequenos detalhes e refletir sobre eles, adorava se perder em pensamentos e olhar para o infinito, odiava ser interrompida, queria alguém pra compartilhar. Não gostava de coisas bobas, odiava coisas melosas, escondia seus sentimentos para algumas pessoas, mentia sempre que podia, não era uma pessoa má, era uma pessoa boa, e por isso mentia.
Queria mudar o mundo, queria agradar todo mundo, não entendia algumas ações, esperava sempre muito dos outros, não recebia quase nada.
Queria poder ler o pensamento das pessoas, queria saber o que elas pensavam sobre tudo, odiava não conseguir entrar na mente de alguns, e esses que bloqueavam sua entrada, eram aqueles que ela achava mais interessantes, óbvio.
Sonhava em ser mais corajosa e falar o que pensava, mas sabia que isso não seria muito bom, então fingia, fingia que não se importava. A mentira fazia bem, era mais bonita, fazia parecer alguém forte, descolado. Pensava se isso era o que atraía algumas pessoas, era tão difícil adivinhar, odiava não poder estar certa o tempo todo.
Já estava sentindo falta de um novo porto, era difícil não ter um porto seguro para depositar sentimentos e pensamentos, estava difícil manter tudo aquilo com um coração tão afetado. Queria afetar mais seu coração, já estava afetando, mas estava mentindo pra si mesma, por isso não tinha dado conta.'

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ego Brain

Não pense tudo errado, não confunda as coisas, eu não quero mais. Não, eu não quero.
Eu amo, mas não preciso, eu amo, mas não aguento, eu amo, mas não quero mais amar.
É isso mesmo, eu não quero mais isso dentro de mim, eu percebi que isso só complica, só te confunde, só te deixa mais besta. Não é isso o que eu quero, eu quero a vida, eu quero a verdade, quero os ventos novos, que novas experiências, quero aproveitar o que tenho agora, o que eu conquistei, quero sair, conhecer aquelas pessoas inteligentes, aquelas pessoas que gostaram de mim do jeitinho que eu sou.
Você não gosta de mim desse jeito, você gosta de mim do seu jeito.. eu quero alguém que goste de mim do jeito que eu gosto que EU seja. Na verdade eu não quero alguém pra mim, eu quero alguém pra dividir alguns momentos felizes, alguém pra conversar, pra trocar idéias, pensamentos, aspirações, quero alguém que não cobre nada de mim, alguém que me toque e que não me pertença e que eu não precise pertencer.
Não é fácil viver em um mundo onde você não faça parte, mas eu não quero ser dependente de ninguém, cansei de ter medo de ficar sozinha, cansei de ser insegura, não quero isso pra mim, e você faz isso comigo, você me deixa assim..


Deitar na grama, falar coisas banais da vida, rir das clichês também, é só o que eu quero, quero estar bem e ficar em paz. Não precisar doar demais, nem receber também. É isso..

Era meu elo, meu elo perdido.. se perdeu.. sozinho...
Estarei sempre por perto, estarei sempre amando, eu já havia dito que meu coração já não era mais meu, eu tinha dado já, já não queria mais usar com ninguém, eu já havia encontrado a pessoa certa, mas eu sabia que não queria a pessoa certa.. como todas as garotinhas bobas, eu era apenas mais uma, aquela que queria o errado, aquela que buscava aventura, aquela que sonhava demais, que não cansava nunca de procurar.. que triste, ser igual aquelas garotinhas que só sabem conversar, falar sobre seus amores bobinhos... como é triste..

Como já dizia meu amigo.. 'tudo vai dar certo' rsrsrsrsrs

não quero mais escrever, pelo menos hoje.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

não, obrigada ;)

'sentia que sua vida já estava se tornando aquele caos de sempre, começou a ficar mais desesperada que o normal, a tristeza já estava tomando conta do seu ser e não sabia o pq de tudo isso estar acontecendo.
eu não gosto de caridade, não quero boas ações nem compaixão, por favor, não é isso oq eu busco em alguém, não mesmo.
o passado volta á tona, não sei se é bom, não sabia se era ruim, não sentia alegria, nem tristeza, foi estranho e deixou estranha. O que será q tinha acontecido com aquele coração afetado?
saudades... a saudade era boa, gostava muito de sentir, mas ás vezes a saudade doía, fazia lembrar de pessoas que já não existiam, que já não estavam mais lá pra ajudar.. sentia se desprotegida, queria alguém que pudesse protegê la, procurou a pessoa certa, mas não foi tão bom quanto imaginou, queria proteção, recebeu algo mais forte que isso, sentiu se desvalorizada, foi embora, chorou ainda mais.
passou a se perguntar: 'o que esperar das pessoas? o que elas podem oferecer? o que elas fariam por você?
a resposta era muito fácil, nunca se esperaria nada das pessoas, elas nãopodem oferecer nada mais além do que elas querem dar, e o que elas sempre dão, só diz respeito ás suas necessidades, por isso, elas não fariam nada por você, e sim, para elas mesmas.
as pessoas já não significavam nada, era melhor viver sozinha. Não, não era o certo a fazer, então, passaria a não esperar nada das pessoas, seria melhor, confortável, previsível...
a vida estava pra começar e não estava preparada, estava morrendo de medo, estaria sozinha, não era como nas outras vezes, agora teria que amadurecer, tomar um rumo.. isso era difícil..
não queria abrir mãos de várias coisas, mas seu futuro estava em jogo.
pensava sobre sua vida difícil e isso a fez se sentir egoísta, tantas pessoas passando por problemas tão piores e aquele probleminha alí, que estava se resolvendo aos poucos.. isso a fez sentir se pior.'

egoísta egoísta egoísta.
triste isso, maaas, fazer oq :/

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Patético

Medo de enfrentar certas coisas, medo de seguir em frente, medo de regredir, medo de reagir.
'chorou a noite toda, estava ansiando por uma melhora, ou melhor, por um esquecimento, porque é mais fácil esquecer e deixar do jeito que está, do que se despedir e machucar todo aquele pacote de vida juntos.
as festas estavam acabando, sentiu que não seria mais a mesma coisa, ficou com medo de perder tudo aquilo que achava que havia conquistado, mas ainda sim pensava de maneira positiva, achava que já fazia parte, que já pertencia, que já sentia falta, isso já bastava, uma pequena suposição.
o coração já estava tão afetado que já não conseguia mais pensar direito, e começou a agir de acordo com o que achava que o novo pacote iria gostar.. 'não vamos forçar nada, não há nada pra forçar também, estamos controlados, e gosto disso.' mentira, não gostava disso, mas era necessário, já havia dito que isso estava começando a ficar bom de qualquer maneira... ou na verdade já estava tão sem sentido que já não importava mais. Perdendo ou continuando, estaria bom. Mentira.
era esse o problema, mentir pra si mesmo, já não estava mais fazendo efeito, já estava ficando mais patético do que o normal, o coração afetado já não tinha mais salvação, seria afetado para sempre, pois tinha adquirido o medo de falar o que realmente estava acontecendo, por medo de perder o pouco que já tinha e isso era mais patético ainda, como alguém pode não ter nada?
pelo menos as pessoas de fora achavam outra coisa, e era até bom, podia ser verdade, queria mesmo que fosse verdade, porque se fosse, sua vida mudaria para sempre.
mas se fosse, como seria? perguntava isso por causa do passado, o passado ainda martelava em seu coração afetado e isso ainda incomodava, o medo de deixar para trás, o medo de seguir em frente.. mas já estava seguindo em frente!
então já estava feito, não havia mais nada, a não ser que o pacote velho se abrisse e engolisse novamente, mas sabia que não seria para sempre, seria apenas mais uma noite, mais uma noite como aquelas outras, em que era usado, machucado, insultado, acariciado e outras coisas que confundiam e enojavam ainda mais aquele coração afetado que estava a procura de conexão, não de amor, de conexão, de conteúdo, de carinho, prazer, felicidade e muitas outras coisas que aquela caixa velha não podia mais fornecer, porque ela estava sendo usada, e estava sendo usada por benefício próprio, já não tinha mais espaço para um coração afetado, e o fato do coração ser afetado, fazia com que o pacote tivesse mais medo ainda de tê lo novamente, porque esse coração poderia afetar não só a si próprio, mas também as coisas que o pacote guardava.. eram poucas coisas, mas eram coisas importantes, mais importantes que um mero coração afetado.'

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Me perdi em pensamentos

De vez em quando a gente para pra pensar em certas coisas e, nossa! Que bagunça!
Dá desespero, dá ansiedade, até um pouco de medo. Porque não dá pra simplesmente parar de pensar, nem dá pra dormir e esquecer.
Eu sou assim.
Um dia eu ainda sofro algum acidente por causa dessas 'brisas' insanas, eu sei disso.. rs ok, chega de pessimismo, temos que ser otimistas não é isso?
Vontade de falar sobre várias coisas de um jeito que misture tudo, eu gosto de confundir e ás vezes causar algum interesse. ;}

'será que mudou de vez? Porque não é mais a mesma coisa, mudou mesmo, ficou estranho e mágico, mais mágico do que em outras ocasiões. A respiração já era mais a mesma, e os batimentos... aaaah! os batimentos.. aumentaram demais, quase teve que parar para respirar e contar até dez.. mas não foi preciso, a conexão ajudou e muito a acalmar, claro que em alguns momentos.. apenas alguns momentos..
virou para o horizonte após algumas horas e lembrou-se do outro pedaço que havia deixado em outro lugar, em outra tempestade, acabou adormecendo e sonhou com isso..
a manhã não foi tão feliz. Lembranças de um sonho que deixou bem claro o que estava acontecendo, mas por um segundo veio a solução.. não se importar.
aquela troca de momentos era mais confortável e não exigia nenhum esforço sentimental ou físico, mas é claro que tinha seu preço. Mas isso não importava..
Sentiu falta a partir do momento que percebeu que não pertencia, mas isso também era bom, proporcionava uma nova vida, com uma nova coragem. Era novo!
Agora pensava de uma nova maneira, totalmente diferente... 'que venha o que vier, eu não me importo!' Se melhorar estrag, mais ou menos assim,talvez, se fosse algo mais, não seria especial, seria como nas outras vezes e não teria graça, acabaria de um jeito que já sabia como.
sozinho não era a palavra pra descrever seu estado naquele momento, mas ajudava a compreender metade daquilo.
aquilo que existia antes, era lindo, perfeito e inesquecível, doce como uma tarde chuvosa ou até um abraço de saudade, mas foi tão intenso que acabou, diluiu em rotina.
agora sentia que algo novo estava por vir, mas não sabia o que era, isso enlouquecia, mas dava pra controlar.
agora, os dias seriam mais longos...'

não procuro nada além de bem estar, nada além disso.
talvez isso seja a causa daquilo tudo. ou talvez não seja nada. *O*

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Uma vida

Não é que eu seja má, ou que só pense em mim. é totalmente ao contrário, eu penso na outra pessoa, no que ela quer no momento, eu gosto sim de fazer alguém feliz, mas eu nunca faço do jeito certo, eu sempre deixo saudades, ou até mágoas.
Sou boba demais, confio demais nas pessoas e nem sempre me dou bem confiando nelas.. Talvez eu precise desconfiar mais dos outros, ou talvez os outros é que precisam deixar de ser falsos.
Ou talvez seja tudo fantasia da minha cabeça. rs
Eu queria poder ser mais seletiva, ser mais fria em algumas ocasiões, conseguir deixar de lado o passado, e pensar só no que vai vir no futuro, mas é incrível, não consigo fazer isso, me apego demais ao que me deixa saudades.
Não é muito pra uma primeira postagem, mas é que eu não tenho mais nada pra falar hoje.
Inédito, porque eu escrevo muito. ;)