terça-feira, 28 de abril de 2009

maior amor do mundo

'eu queria te mostrar meu novo cabelo, minhas unhas coloridas, meu corpo de uma adolescente formada, minha nova aventura, meu novo sonho, meus novos amigos...
queria te dar aqueles abraços apertados que a gente dava quando nos encontrávamos, eu lembro bem, eu descia as escadas gritando por seu nome e você respondia com um gritinho muito gostoso de ouvir, e quando eu terminava as escadas e ia pra área e encontrava você na varanda, naquele sol gostoso das dez horas da manhã, aí eu sentava no murinho e ficava conversando com você sobre as coisas da vida de uma criança...
tenho saudades das vezes que você pedia pra eu arrumar as alcinhas do seu soutien, ela engraçado, eu sempre fazia aquilo, e você depois, pedia dicas sobre que roupa usar, eu desejava ser mais velha para poder usar suas roupas... vai entender.
eu admirava quando você me defendia, apesar dos meus erros você sabia que eu não sabia diferir o certo do errado, eu era apenas uma criança...
seus vários presentes singelos, mas que eu amava, os melhores presentes foram os seus.
quando você viajava eu ficava doente, não conseguia ter ânimo pra nada, eu chorava e chorava, odiava não te ter por perto. agora, parece tão irônico. tive que aprender na marra.
mas é fácil, infelizmente. o cheiro, o calor, os olhares.. tudo fica meio nublado, depois passa.. a gente tenta fazer um esforço, mas dói. dói demais...
meus quinze anos... talvez eu tenha os odiado pois você não os passou comigo, você tinha prometido.
no banheiro, nós duas juntas, conversando, era tão bom, e depois, na hora de dormir, você levantava da cama, ligava a luz do banheiro e deitava comigo, pq vc sabia que eu tinha medo..
você me conhecia tão bem...
um dia eu te encontro de novo, talvez você vá me receber e meu medo vai passar, e, finalmente, vou poder passar o resto da minha 'vida' com você.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Be yourself

'quero botar pra fora. posso até contar dos meus medos, meus anseios, minha mágoas, minhas paixões. deixa eu contar... deixa eu contar sobre o que aconteceu na semana passada, sobre a minha nova idéia de um mundo melhor. . ouça meus pensamentos, encare de uma maneira positiva, vibre ao saber que eu me importo, me conte sobre a sua vida também.
reclame sobre o que você não gosta, me conte sobre os seus medos, me fale sobre seus segredos, me fale das coisas pesadas..
diga pra mim se é legal, ouça minhas idéias e minhas inspirações. . grite comigo o seu maior segredo, cante comigo a melhor música, olhe comigo as melhores paisagens..
não esconda de mim as coisas ruins, não finja o que não pode ser fingido, não seja assim tão patético..
seja alguém na minha vida..

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Uma folha qualquer

Olhei pro papel, peguei a caneta, comecei a escrever. Parei. Olhei pra janela, olhei pro teto, olhei pra folha, escrevi mais um pouco. Li o que eu tinha escrito e amassei o papel. Virei a página, escrevi bastante até. Li. Li de novo, odiei, amassei.
Dei um tempo, respirei fundo, comecei a pensar nas coisas que andavam acontecendo na minha vida, dei um sorrisinho meio torto e olhei pro papel, encostei a ponta da caneta na folha, fiz um rabisco. Olhei. Olhei de novo. Gostei daquilo, rabisquei mais, ficou grotesco. Amei.
Parei um pouco, pensei mais na minha vida. Um sorriso largo cresceu no meu rosto, escolhi cores diferentes, rabisquei mais, mais, mais, mais!
Minhas mãos estavam sujas com a tinta das canetas, a folha estava toda rasgada por causa da forte escrita, vários rabiscos se entrelaçavam e se perdiam no pouco do branco que restava da folha.
Eu parei.
Eu pensei.
Minha vida era daquele jeito?
O sorriso desapareceu...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Coisas que acabam

Eu tinha um gato. Meu gato preferido. Me lambia, pedia carinho, dormia comigo, ficava na cama comigo quando eu ficava doente. Miava pra mim quando eu chorava. Me mordia quando eu brincava com ele. Deitava no meu colo quando eu chamava.
Eu amava aquele gato.
Ele era lindo, suas cores, seus olhos sedutores, seu porte de leãozinho. *-* Tão lindinho. Era meu gato preferido.
Aquela pele tão macia, seu gosto estranho para rações de gato, seu medo mortal de crianças.
Eu amava aquele gato.
Um dia, eu acordei e ele não estava debaixo do meu cobertor, como ele sempre fazia. Ele tinha fugio.
Fiquei gritando seu nome a tarde inteira, sem me cansar. Ele tinha me deixado.
Eu amava aquele gato.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Contra tudo. Sou contra a tudo aquilo. não, eu não quero, não to afim. Não tá na hora, passou da hora, não é pra ser, não vai ser. Chegou tarde, abriu tarde, vai acabar cedo, vou dormir cedo.
Não vou esperar, vou fechar tudo. Vou arrumar tudo, vou esquecer..
Já foi, na verdade nem veio. Nunca vai vir, nem vou esperar.
Quero esperar, não me importo, não quero me importar.. me importei.
Lá vem, outra vez, mais uma vez, de novo, conseguiu, não me seguro mais. Não adianta mais.. já foi..
Eu tentei controlar, fiquei lonje, nenhuma conexão. As palavras saíram levemente da minha boca, eu ia pronunciar, eu ia falar...
Consegui.
Respirei fundo, olhei pro teto, olhei para os lados, engoli as palavras.. Me senti mais leve..
Aliviada...
Não era a hora certa e eu tinha certeza que a hora certa nunca chegaria.. qualquer coisa que eu fizesse, pensasse e quisesse, seria errado, no momento errado na hora errada. Coisas que deveriam ser feitas em horas certas, nunca aconteceriam e era isso que me impedia de dizer..
Eu nunca falaria.
Nunca.
Nunca...
Nunca?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Eus..

Eu vivo.
Eu ando,
eu falo,
eu penso,
eu esqueço,
eu respiro,
eu me irrito,
eu me perco,
eu me acho,
eu me apaixono,
eu desapaixono,
eu amo,
eu desamo,
eu gosto,
eu não gosto,
eu odeio,
eu adoro,
eu choro,
eu dou risada,
eu cresco,
eu encolho,
eu irrito,
eu contrario,
eu não me importo,
eu me importo,
eu tenho medo,
eu sou corajosa,
eu sou medrosa,
eu arrisco,
eu não arrisco,
eu tenho certeza,
eu tento,
eu não consigo,
eu consigo,
eu sei,
eu não sei.


'de tardezinha, o céu vaificando mais limpo, mais bonito, mais céu. Eu sempre dei atenção para o céu, antes era fascinação, depois foi por medo (medo de ET, até hoje, ás vezes), hoje em dia eu não sei por que eu olho, mas eu olho. Eu enxergo dentro das nuvens até as estrelas, eu entro em cada constelação. Desejo fortemente estar no campo, deitada na grama, olhando para o céu. É misterioso, alucinante, apaixonante, excitante...
De manhã é mais triste, mais ameno, mais calmo, mais melancólico. De tarde é mais passageiro, nunca dei tanta atenção, passa rápido, é mais rápido.
Mas de noite... de noite é mais envolvente. Não tem como não olhar, vislumbrar, adorar...
Coisas tão imensas, tão enormes, que são tão pequenas aos olhos de quem não enxerga...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Amar: verbo intransitivo

E aí tudo acontece..
Ás vezes eu acho que todo mundo (inclusive eu) faz tempestade em copo d'água. Realmente, todo mundo sempre faz.
É tão ridículo se preocupar com coisas tão 'despreocupáveis'. Sei lá, tem solução pra tudo, sofrer faz crescer, é bom amadurecer... Gente, alô!
Ok, eu estou meio, sei lá. As coisas são tão... não sei..
Só pode ser isso, só pode ser aquilo.. Não quero saber mais o porque das coisas, sério. É bom se contentar com as respostas que a gente consegue, não quero mais ficar buscando aquela resposta para aquela pergunta que eu tanto quero saber. Está tudo bem agora, não vou cutucar uma feridinha que já está quase fechando. Eu olho pra ele, dá vontade de apertar os números, mas aí eu lembro que vai dar merda. Aí penso em coisas boas, que me fazem esquecer o telefone, as teclas, a ligação...
Dá sempre certo.
Não quero mais desconfiar daquilo que é bom por bastante tempo, se está bom, é porque é bom, ponto final!
Estou entrando em outra fase. Que ridículo, odeio fases...
Não ligo, penso pouco, estou inteligente, estou mais chata.. É isso aí! \o
Ok, isso é o que EU penso, não sei o que os outros acham, mas eu também não me importo..
Eu me preocupo com determinadas coisas, situações, mas são raras as vezes. Eu queria poder saber o que se passa, o que acontece, mas isso não é prioridade.
Quando a gente enxerga o que realmente está acontecendo, o brilho que tem dentro dos nossos olhos, entra mais no coração.

sábado, 4 de abril de 2009

Ela deitou em sua cama, estava tudo muito diferente. As dores haviam passado, as cores do quarto estavam mais escuras, a cama parecia mais dura.. Ela sentia-se anestesiada, era uma mistura de tudo que dava em nada. Um vazio profundo, uma indiferença incontestável. Ela não estava desesperada como das outras vezes, ela estava conformada. Aquilo tudo era normal, as coisas estavam acontecendo de acordo com o que o tempo decidia. O tempo nem sempre estava à favor do que ela queria.
Ela abraçou a si própria, apertou o máximo que pode, parecia estar querendo espremer todo aquele vazio até ele sumir, explodir. O vazio não foi embora, ela não aguentou, ela fez da pior maneira.
Ela transformou o vazio em tristeza, as lágrimas escorreram por seu rosto, seus olhos ficaram vermelhos, seu coração estava preenchido.
Ela acordou. Era apenas um sonho.