Certas coisas a gente não consegue expressar, é engraçado porque existem coisas tão bobas e desnecessárias que a gente consegue praticamente vomitar sem fazer esforço algum.
O medo de falar certas coias, de ouvir também. Como a gente pode ter tanto medo de ouvir? Poxa, ouvir é simplesmente, ouvir.
A quem eu estou querendo enganar? Não é só isso, eu sei que não, todos nós sabemos que não.
Ouvir... ouvir é mais que isso, é você deixar a palavra entrar, usar a palavra que foi dita, sentir a palavra, encontrá la nos olhos de outra pessoa, tirá la da boca do outro.
É tão grande, é tão forte.
Eu ando ouvindo coisas que ficam na minha cabeça por um tempo muito grande, não sei porque, mas elas ficam, elas ficam rodeando minha cabeça e eu não me importo.
Mas...
terça-feira, 21 de julho de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
Egoísmo

Eu... eu sou. Eu nunca sei, eu nunca penso o suficiente, eu nunca faço nada o suficiente pra fazer alguém se contentar. Eu... eu penso em mim ás vezes, odeio me deixar de lado, mas acabo sempre esquecendo de odiar isso. Eu... nunca me controlo, sempre acabo cedendo, e no final nunca faz sentido pra mim. Eu... eu adoro complicar as coisas, eu não adoro complicar as coisas, mas eu sempre complico. Eu... eu sempre escolho a maneira mais difícil, a hora mais errada, a pessoa mais impossível. Eu... eu nunca escrevo nada pensando em mim, sempre escrevo pensando em quem vai ler e acabo não escrevendo para mim, acabo escrevendo para você. Eu... eu nunca sei deixar pra trás, não sei me desfazer, não sei nem esquecer, não gosto nem de tentar. Eu... não to me importanto em fazer sentido, muito menos e escrever bonito, pra alguém ler e gostar.
Eu sou uma versão de qualquer coisa...
'Oi, eu estive procurando por isso..
Oi, mais uma vez, eu encontrei o que eu estava procurando.
Hey, você pode me contar tudo?
Não, não minta pra mim mais uma vez..
Droga, você mentiu.
Tudo bem, eu vou aceitar isso como verdade.
Nossa, meu rosto está velho.
Preciso parar de me olhar no espelho...'
Preciso parar de me olhar no espelho...
segunda-feira, 13 de julho de 2009
mínimo de nada
eu estive fora do ar, pensando em como seria se eu enxergasse de fora
olhando para os lado eu não pude disfarçar
o cheiro em todo canto, meu coração a disparar
eu voava alto, mas minha mente estava no chão
eu não pude evitar, aonde estão meu coração?
eu não consigo escrever nada que não seja
olhando para os lado eu não pude disfarçar
o cheiro em todo canto, meu coração a disparar
eu voava alto, mas minha mente estava no chão
eu não pude evitar, aonde estão meu coração?
eu não consigo escrever nada que não seja
terça-feira, 7 de julho de 2009
Olhos
Eu enxerguei marrom. De primeira foi isso, foi apenas o marrom. Eu não estava afim de enxergar, eu não queria enxergar nada na verdade, eu queria só deixar pra trás, mas eu não consegui, eu sabia que não conseguiria, estava muito óbvio que eu não conseguiria ignorar ou fingir que eu estava enxergando, porque no fundo, eu estava e queria também.
Tristeza, foi instantâneo, parecia que ela queria desabafar comigo, falar do motivo por ela ser a tristeza e depois eu enxerguei inocência, parecia que ela pedia pra eu cuidar dela, era uma inocência perturbadora. Diante de tantos outros sentimentos, eu encontrei o amor, eu encontrei ele, eu achei que não encontraria, eu quase tive certeza de que ele não existia lá dentro, mas ele existia, era fraco, era pequeno, indefeso, mas ainda sim era amor e ele falou comigo ele até saiu de dentro de lá, em uma forma líquida, quase como uma gotinha mínima. Ele queria me sentir de perto, ele conseguiu.
Eu tentei mais uma vez não enxergar aquilo tudo, eu tinha medo, eu tenho medo, eu não queria me perder dentro daquele 'marrom de sentimentos' que estava diante dos meus olhos, eu não queria ficar lá, mas eu queria, eu queria..
Então eu me perdi.
Arrependimento talvez, ou até um pouco de medo. Eu não era mais a mesma, eu não enxergava outra coisa além daquilo, eu não queria enxergar mais nada.
Me lembro da última coisa que vi. Eu não consegui encontrar uma palavra para descrever o que era, mas eu lembro que era algo inofensivo, soava até falso, mas talvez parecesse falso porque era inofensivo, eu não estava acostumada com coisas inofensivas, principalmente vindo de dentro deles.
No final, eu fechei os meus olhos, não para não enxergar mais, mas para guardar dentro dos meus as coisas que eu enxerguei dentro dos seus.
Tristeza, foi instantâneo, parecia que ela queria desabafar comigo, falar do motivo por ela ser a tristeza e depois eu enxerguei inocência, parecia que ela pedia pra eu cuidar dela, era uma inocência perturbadora. Diante de tantos outros sentimentos, eu encontrei o amor, eu encontrei ele, eu achei que não encontraria, eu quase tive certeza de que ele não existia lá dentro, mas ele existia, era fraco, era pequeno, indefeso, mas ainda sim era amor e ele falou comigo ele até saiu de dentro de lá, em uma forma líquida, quase como uma gotinha mínima. Ele queria me sentir de perto, ele conseguiu.
Eu tentei mais uma vez não enxergar aquilo tudo, eu tinha medo, eu tenho medo, eu não queria me perder dentro daquele 'marrom de sentimentos' que estava diante dos meus olhos, eu não queria ficar lá, mas eu queria, eu queria..
Então eu me perdi.
Arrependimento talvez, ou até um pouco de medo. Eu não era mais a mesma, eu não enxergava outra coisa além daquilo, eu não queria enxergar mais nada.
Me lembro da última coisa que vi. Eu não consegui encontrar uma palavra para descrever o que era, mas eu lembro que era algo inofensivo, soava até falso, mas talvez parecesse falso porque era inofensivo, eu não estava acostumada com coisas inofensivas, principalmente vindo de dentro deles.
No final, eu fechei os meus olhos, não para não enxergar mais, mas para guardar dentro dos meus as coisas que eu enxerguei dentro dos seus.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Turn it off
e eu quase fugi, eu quase saí correndo, só pra não ficar dentro dessa capsula. eu não queria ouvir, eu não queria ouvir coisas que eu já sabia que ouviria, eu não queria ouvir e ter que ficar quieta, mesmo sabendo queé tudo uma injustiça.
eu sou adolescente.
eu quis correr de tudo isso, fugir de todas as conversas sérias e sermões que não valem a pena, eu queria dormir, eu queria chorar um rio de lágrimas que tá guardado dentro de mim, eu queria ir embora.
eu queria ligar pra alguém pra poder desabafar e ouvir alguma coisa boa, mas eu não queria falar com ninguém, porque ninguém ia falar nada que me ajudasse, ninguém é alguém que pensa ser ninguém.
no final, depois de tantas vontades eu acabei deitando e me entregando. não consegui desabafar com meu coração, nem me senti melhor depois.
é sempre assim.
Música
As vozes de antigamente não querem mais falar comigo. Elas me rejeitam, elas me esquecem toda vez que eu tento lembrá las que eu existo.
Eu me arrependi de ter tapado aquelas bocas que queriam tanto cantar para mim. Eu sinto falta da insistência diária que eu tinha que aturar todas as vezes que eu ligava aquele rádio.
Hoje em dia o rádio nem pega direito naquelas estações. Hoje em dia eu nem ouço mais rádio, eu ouço ipods, celulares, seleciono o que eu quero ouvir e mesmo assim, quando eu não percebo, toca uma música que eu não programei para tocar e me deixa supresa por ouvi la e o pior é que as baterias acabam quando eu começo a gostar da música.
Eu já não entendo mais o que acontece, já não tenho mais controle sobre o que eu devo ou não ouvir, eu já não sei mais se o que eu ouço é bom, se é de qualidade, se realmente me faz sentir viva.
Talvez eu precise comprar uns cds novos, deixar de baixar músicas na internet, melhor deixar de confiar no que a gente baixa dela, pode ser que venha de brinde um vírus que possa acabar com meu sistema. Já aconteceu uma vez e eu tive que arrumar tudo, tirar todo aquele vírus que estava acabando comigo. Eu consegui.
Mas e agora?
É tão trabalhoso acabar com aquele vírus, aih, muito difícil, é cansativo e o pior: o vírus vem cada vez mais forte.
Melhor eu cantar sozinha, cantar pra mim mesma, cantar pra me proteger, para criar meu novo gosto musical, para ter certeza de que aquilo que eu canto é confiável, de qualidade.
Porque quando nos apaixonamos por uma música e vamos ouvi la ao vivo, a voz do cantor é uma merda e a música nem é tão legal assim.
Tem sido assim. É sempre assim.
eu sou adolescente.
eu quis correr de tudo isso, fugir de todas as conversas sérias e sermões que não valem a pena, eu queria dormir, eu queria chorar um rio de lágrimas que tá guardado dentro de mim, eu queria ir embora.
eu queria ligar pra alguém pra poder desabafar e ouvir alguma coisa boa, mas eu não queria falar com ninguém, porque ninguém ia falar nada que me ajudasse, ninguém é alguém que pensa ser ninguém.
no final, depois de tantas vontades eu acabei deitando e me entregando. não consegui desabafar com meu coração, nem me senti melhor depois.
é sempre assim.
Música
As vozes de antigamente não querem mais falar comigo. Elas me rejeitam, elas me esquecem toda vez que eu tento lembrá las que eu existo.
Eu me arrependi de ter tapado aquelas bocas que queriam tanto cantar para mim. Eu sinto falta da insistência diária que eu tinha que aturar todas as vezes que eu ligava aquele rádio.
Hoje em dia o rádio nem pega direito naquelas estações. Hoje em dia eu nem ouço mais rádio, eu ouço ipods, celulares, seleciono o que eu quero ouvir e mesmo assim, quando eu não percebo, toca uma música que eu não programei para tocar e me deixa supresa por ouvi la e o pior é que as baterias acabam quando eu começo a gostar da música.
Eu já não entendo mais o que acontece, já não tenho mais controle sobre o que eu devo ou não ouvir, eu já não sei mais se o que eu ouço é bom, se é de qualidade, se realmente me faz sentir viva.
Talvez eu precise comprar uns cds novos, deixar de baixar músicas na internet, melhor deixar de confiar no que a gente baixa dela, pode ser que venha de brinde um vírus que possa acabar com meu sistema. Já aconteceu uma vez e eu tive que arrumar tudo, tirar todo aquele vírus que estava acabando comigo. Eu consegui.
Mas e agora?
É tão trabalhoso acabar com aquele vírus, aih, muito difícil, é cansativo e o pior: o vírus vem cada vez mais forte.
Melhor eu cantar sozinha, cantar pra mim mesma, cantar pra me proteger, para criar meu novo gosto musical, para ter certeza de que aquilo que eu canto é confiável, de qualidade.
Porque quando nos apaixonamos por uma música e vamos ouvi la ao vivo, a voz do cantor é uma merda e a música nem é tão legal assim.
Tem sido assim. É sempre assim.
domingo, 5 de julho de 2009
Mau gosto
Eu queria saber como devia ser e o que se passava dentro daquilo tudo.
Eu abri aquela porta mas não sabia que aos poucos, tudo aquilo ficaria velho e sem graça, eu não sabia que o mofo apareceria e que o quarto ficaria fedido, sem brilho, pouco iluminado. Que pena, eu estava pensando em mudar de quarto, em abrir um quarto novo, ou abrir um quarto velho, porque aquele já não era tão aconchegante e parecia que ele não me queria dentro dele.
Mas alguma coisa me dizia para não desistir dele. Talvez fosse por causa do laço que eu havia criado com ele e então eu resolvi me deitar um pouco.
Eu comecei a pensar.. pensei tanto que até caí no sono.
Quando eu acordei, eu achei que já não estava mais no quarto, mas eu estava ainda nele, e ele estava lá.. me acolhendo, mesmo mofado e fedido.
E então eu resolvi que esperaria o sol chegar e abriria as janelas para que o sol entrasse e pudesse amenizar aquele mofo e aquele mau cheiro, porque o quarto, aquele quarto era daquele jeito, aquela era a sua face, ele havia me mostrado do jeito que ele realmente era e eu estaria disposta a aceitá lo.
Mas no fundo, no fundo eu sabia que ele era daquele jeito. Eu já havia percebido os primeiros sinais de mofo quando eu entrei pela primeira vez e por isso eu fiquei, talvez eu gostasse mesmo daquilo que era feio, porque eu não tinha um bom gosto.
No final, eu fiquei, mesmo não tendo certeza de que aquele quarto me acolheria novamente, ou me aquecesse.
Eu fiquei, porque eu queria deixá lo bonito. Bonito do jeito que ele mostrava que queria ficar.
Ele falava comigo ás vezes.. eu entendia ele
Eu abri aquela porta mas não sabia que aos poucos, tudo aquilo ficaria velho e sem graça, eu não sabia que o mofo apareceria e que o quarto ficaria fedido, sem brilho, pouco iluminado. Que pena, eu estava pensando em mudar de quarto, em abrir um quarto novo, ou abrir um quarto velho, porque aquele já não era tão aconchegante e parecia que ele não me queria dentro dele.
Mas alguma coisa me dizia para não desistir dele. Talvez fosse por causa do laço que eu havia criado com ele e então eu resolvi me deitar um pouco.
Eu comecei a pensar.. pensei tanto que até caí no sono.
Quando eu acordei, eu achei que já não estava mais no quarto, mas eu estava ainda nele, e ele estava lá.. me acolhendo, mesmo mofado e fedido.
E então eu resolvi que esperaria o sol chegar e abriria as janelas para que o sol entrasse e pudesse amenizar aquele mofo e aquele mau cheiro, porque o quarto, aquele quarto era daquele jeito, aquela era a sua face, ele havia me mostrado do jeito que ele realmente era e eu estaria disposta a aceitá lo.
Mas no fundo, no fundo eu sabia que ele era daquele jeito. Eu já havia percebido os primeiros sinais de mofo quando eu entrei pela primeira vez e por isso eu fiquei, talvez eu gostasse mesmo daquilo que era feio, porque eu não tinha um bom gosto.
No final, eu fiquei, mesmo não tendo certeza de que aquele quarto me acolheria novamente, ou me aquecesse.
Eu fiquei, porque eu queria deixá lo bonito. Bonito do jeito que ele mostrava que queria ficar.
Ele falava comigo ás vezes.. eu entendia ele
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