Não sei o que está acontecendo comigo, sinto que não tenho mais minha própria identidade. Parece que tá tudo ao contrário, como se as pessoas estivessem trocando os papéis em suas vidas e eu me sinto como se não me conhece mais.
É estranho olhar ao meu redor e perceber que existem novas, porém velhas pessoas que voltaram, mas que não são como eram antes e é como se elas tivessem trocado os papéis e eu estivesse atuando outro personagem que não sou eu.
Eu não queria que as coisas estivessem acontecendo de um jeito tão desconhecido, parece que eu não tenho mais controle sobre a minha vida, ou talvez eu esteja tomando o controle de uma maneira totalmente inconsequente. Eu não era assim, eu não sou assim...
Ultimamente, a única forma que encontrei para lidar com todas as coisas que andam me acontecendo é não ficar sóbria, porque quando estou sóbria, eu lembro das coisas e me sinto mal por isso.
Eu queria não ter escolhido essa maneira para lidar com os problemas, mas não vejo outra forma mais perspicaz do que essa, apesar de vergonhosa.
Sim, estou sendo fraca, mas temos que lembrar de que estou vivendo o meu maior medo que era ficar sem a pessoa que eu mais amo no mundo.
É, eu não tenho jeito.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
A culpa é de quem?
Será que eu deveria me culpar por tentar superar algo que não me faz bem?
Tanta gente me falando tanta coisa que me faz desacreditar em tudo o que já aconteceu comigo a uns dias atrás.
Eu deveria acreditar em quem?
Em mim?
Como algo tão bonito pode se transformar em uma coisa tão feia e dolorosa?
E eu ainda deveria me culpar por pensar isso?
Porque parece que nada foi real?
São tantas as peguntas que eu tento ignorar, são tantos pensamentos que eu tento apagar da minha cabeça..
Mas eu não consigo e quer saber?
Eu não quero.
Duas pessoas totalmente diferentes não deveriam se relacionar. É difícil no final, para uma delas.
Estou sendo hipócrita, infantil, boba, mentirosa e todas as coisas que podem deixar as pessoas com raiva de mim. Mas é assim que eu to conseguindo seguir em frente.
Então quem deveria se culpar?
A culpa não é minha por estar assim.
Parece que todo mundo via uma coisa que eu nunca tinha visto.
Agora eu não sei se todos estavam certos enquanto eu achava que sabia de tudo sobre nós. Eu estava errada?
Eu quero muito estar errada, eu quero muito ter vivido uma mentira.
Seria mais fácil pra mim como é pra você.
Eu deveria me culpar por isso?
Tanta gente me falando tanta coisa que me faz desacreditar em tudo o que já aconteceu comigo a uns dias atrás.
Eu deveria acreditar em quem?
Em mim?
Como algo tão bonito pode se transformar em uma coisa tão feia e dolorosa?
E eu ainda deveria me culpar por pensar isso?
Porque parece que nada foi real?
São tantas as peguntas que eu tento ignorar, são tantos pensamentos que eu tento apagar da minha cabeça..
Mas eu não consigo e quer saber?
Eu não quero.
Duas pessoas totalmente diferentes não deveriam se relacionar. É difícil no final, para uma delas.
Estou sendo hipócrita, infantil, boba, mentirosa e todas as coisas que podem deixar as pessoas com raiva de mim. Mas é assim que eu to conseguindo seguir em frente.
Então quem deveria se culpar?
A culpa não é minha por estar assim.
Parece que todo mundo via uma coisa que eu nunca tinha visto.
Agora eu não sei se todos estavam certos enquanto eu achava que sabia de tudo sobre nós. Eu estava errada?
Eu quero muito estar errada, eu quero muito ter vivido uma mentira.
Seria mais fácil pra mim como é pra você.
Eu deveria me culpar por isso?
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Aprendizados
Será que é possível segurar por tanto tempo um sentimento o guardando dentro de si no canto mais escuro do seu subconsciente?
Optamos por seguir caminhos diferentes e por muitas vezes, apenas não estamos dispostos a acompanhar a outra pessoa em um caminho que não nos trará benefícios.
A minha visão sobre esse tipo de acontecimento sempre esteve ligada ao fato de que somos egoístas e medrosos demais para seguir um caminho que na verdade é de outra pessoa que está disposta a dividir este caminho com você, mas como somos egoístas demais, não conseguimos abrir mão do caminho que é só nosso e aí acontece o que várias pessoas tentam esquecer por dias, meses, anos...
'Não estou pronto..' Acho que você já ouviu essa história.
Não quero ser pessimista, mas acho que isso acontece ou vai acontecer com todo mundo, pelo menos uma vez na vida e eu não acho que seja algo ruim, acho que temos de ser espertos nessa hora. O aprendizado que tiramos disso é o mais maduro possível, acreditem ou não.
Talvez a pessoa não esteja pronta mesmo, e se cortarmos o mal pela raíz o mais rápido possível, tenho certeza de que um dia o sentimento voltará. De alguma maneira.
Quem não consegue cortar o mal pela raíz (meu caso) fica na ridícula esperança de que algum dia, o amor que de fato já acabou, possa renascer das cinzas e voltar como se nada tivesse acontecido.
Eu acho que não tenho mais a velha visão do egoísmo sobre esse tipo de acontecimento, pelo menos nesse momento, eu vejo esse acontecimento como uma falha do destino, ou seja, o destino acertou em unir as pessoas certas, mas escolheu o tempo/espaço errados.
Não sei se estou sendo muito sonhadora (e talvez eu esteja mesmo) por pensar que algum dia conseguiremos a chance de tentar tudo outra vez no momento certo, mas é algo que eu tento pensar quando estou triste, e resolve (ás vezes). Mas eu posso estar me iludindo e tudo isso que aconteceu foi para me mostrar que não era para ser.
E talvez não fosse mesmo. Outra coisa que eu tento usar para ficar melhor.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Como lidar?
Eu não sei como começar isso e nem ao menos sei como escrever. Na verdade eu nunca saberei como escrever sobre algo que é tão profundo e tão forte.
Queria estar escrevendo outras palavras, queria estar vivendo um outro momento que não fosse esse, queria que tudo estivesse indo pelo caminho certo. Mas não está.
Não sei como lidar com um sentimento tão avassalador, tão inesquecível, tão tão... Tenho tido momentos de alegria, mas não consigo me esquecer da tristeza que sinto, não consigo deixar de pensar no que se passa dentro dessa tristeza.
Se eu fosse forte o suficiente para ignorar essa tristeza, tenho certeza de que as coisas seriam fáceis, melhores, amigáveis. Mas eu não sou forte, não sei ignorar o que sinto, porque é real, está em mim.
Se eu pudesse apertar o botãozinho de 'esquecer', eu já teria o feito, mas ele não existe, de fato.
Livros, estradas, paisagens, bares, cafés, o mundo todo me faz lembrar de algo que não tem como esquecer, não agora.
Meu estômago revira e minha cabeça gira e meu corpo todo enfraquece, deito na cama e tento botar pra fora, mas tudo o que eu consigo colocar pra fora é um suspiro.
Meus olhos secaram, minha garganta também, meu corpo já não aguenta mais uma onda de fortes emoções.
Não se trata de um drama, que todos nós vivenciamos em contos, novelas, filmes, teatros.. é a minha vida, é real, é uma verdade.
Agora... como aceitá la?
Queria estar escrevendo outras palavras, queria estar vivendo um outro momento que não fosse esse, queria que tudo estivesse indo pelo caminho certo. Mas não está.
Não sei como lidar com um sentimento tão avassalador, tão inesquecível, tão tão... Tenho tido momentos de alegria, mas não consigo me esquecer da tristeza que sinto, não consigo deixar de pensar no que se passa dentro dessa tristeza.
Se eu fosse forte o suficiente para ignorar essa tristeza, tenho certeza de que as coisas seriam fáceis, melhores, amigáveis. Mas eu não sou forte, não sei ignorar o que sinto, porque é real, está em mim.
Se eu pudesse apertar o botãozinho de 'esquecer', eu já teria o feito, mas ele não existe, de fato.
Livros, estradas, paisagens, bares, cafés, o mundo todo me faz lembrar de algo que não tem como esquecer, não agora.
Meu estômago revira e minha cabeça gira e meu corpo todo enfraquece, deito na cama e tento botar pra fora, mas tudo o que eu consigo colocar pra fora é um suspiro.
Meus olhos secaram, minha garganta também, meu corpo já não aguenta mais uma onda de fortes emoções.
Não se trata de um drama, que todos nós vivenciamos em contos, novelas, filmes, teatros.. é a minha vida, é real, é uma verdade.
Agora... como aceitá la?
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
A segunda vez que te conheci (e assim espero)
"Amá-la me faz bem. Mesmo que ela não me ame, amo amá-la. Continuei amando desde o dia em que terminou. Passei dias amando como se não tivesse acabado. O amor não acaba, muda. O amor não será, é. O amor está. Foi. O não amor é o vazio. O antiamor também é amor.
Lembra do meu dedo dentro de você? Te chupo. Amo aquele instante secreto, quando sua boca incha, seus olhos apertam, suas unhas me arranham e você diz, com tanta verdade: 'Eu te amo!' O amor acabou quando você se foi?
Você sentiu saudades da minha boca, pescoço, torrada com mel, das noites pelados assistindo à tevê, dos vinhos entornados no lençol e pelo chão, do café-da-manhã com jornal, de atravessar a avenida comigo, de mãos dadas, de correr da chuva, do cinema gelado em que vimos aquele filme sem fim, torcendo para acabar logo e ficarmos a sós, da minha risada, dos meus olhos te espiando, meus dentes te mordendo.
Ficou longe de mim e pensou nós todas as noites, bêbada ou louca, queria me ligar, me escrever. Meu vulto estava sempre presente..."
Lembra do meu dedo dentro de você? Te chupo. Amo aquele instante secreto, quando sua boca incha, seus olhos apertam, suas unhas me arranham e você diz, com tanta verdade: 'Eu te amo!' O amor acabou quando você se foi?
Você sentiu saudades da minha boca, pescoço, torrada com mel, das noites pelados assistindo à tevê, dos vinhos entornados no lençol e pelo chão, do café-da-manhã com jornal, de atravessar a avenida comigo, de mãos dadas, de correr da chuva, do cinema gelado em que vimos aquele filme sem fim, torcendo para acabar logo e ficarmos a sós, da minha risada, dos meus olhos te espiando, meus dentes te mordendo.
Ficou longe de mim e pensou nós todas as noites, bêbada ou louca, queria me ligar, me escrever. Meu vulto estava sempre presente..."
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