domingo, 26 de setembro de 2010

Sign

Então fica assim.
O tempo vai passando e tudo permanece do jeito que ficou, sem nenhuma explicação racional ou explicação qualquer.
Eu aqui, esperando eternas palavras que nunca foram e nunca serão ditas.
É.. o amor sempre espera, mas ninguém diz que ele sempre dura.
Até quando esperar por nada? Até quando sofrer por nada?
Até quando?
Se tudo tivesse uma data certa, se as coisas fossem mais claras, se nós não fossemos inocentes.
Ninguém é inocente.

Eu vi as palavras de uma garota que está apaixonada. Eu sei que ela estava pois eu era daquele jeito. Eu não posso deixar de pensar no fato de que isso pode se tornar algo maior, do mesmo jeito que aconteceu comigo, com você...
É.. um amor que acaba, outro que começa.
E eu fico aqui.. desamparada.
Mas é assim que funciona, nada pode durar para sempre e eu tinha a obrigação de saber isso, ainda mais eu.
Tudo o que existe dentro desse meu furacão em forma de espiral é de verdade e me deixa triste. Me deixa triste por saber que não vai acalmar, simplesmente não vai.
Não adianta dizer que nada dura. É besteira perder tempo mentindo para si mesmo, não é.
Eu só sei que amo, intensamente.
Só não sei em quê acreditar pra manter isso...
Give me a sign.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Amor que não faz bem faz mal?

O amor não deveria nos fazer felizes?
Porque é que ele não faz, na maioria das vezes?
Vejo tantas pessoas sofrendo por causa desse amor e aí me pergunto se ele vale a pena..
Se eu pudesse escolher, eu não escolheria não sentir o amor, mas escolheria sentí lo de um jeito que não me magoasse tanto.
Eu sei que o amor é bom, mas quando quem a gente ama não ama a gente, ele se torna um pesadelo.
A dor nos faz sentir vivos, mas nos faz sentirmos mortos também. Eu me sinto morta..

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Em mim

Dentro de mim, existe alguém com sede de vida.
Fora de mim, existe alguém que se cansou.
Sinto que sou eu e ao mesmo tempo eu não me reconheço. Acho que me perdi nos vários caminhos que não foram traçados por mim. Nunca foram..
Sempre deixei a minha vida nas mãos de quem eu sempre achei que poderia contar pra sempre e sempre me vi sendo deixada no final.
Minha vida ficou pela metade.
Dentro de mim existe o anseio de algo maior, existe a vontade de encontrar alguém com quem eu possa dividir o meu caminho e assim, talvez, conseguir traçar uma rota que nunca me deixe confusa, ou sozinha.
Fora de mim não existe nada. Eu não exalo mais meus sentimentos como eu costumava exalar. Já não existe aquele brilho de uma pessoa que espera pelo dia de amanhã ansiosamente.
Eu já não existo mais. Não em mim.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Mais do que os olhos podem ver

Eu passo despercebida. Ninguém me enxerga, ninguém consegue me ver, ninguém quer me ver.
Sou como um vidro, transparente. Quando alguém olha, esse alguém só vê o outro lado da paisagem. Nada em mim.
Encontrar alguém que me enxergue é como pedir para um daltônico ver as cores. Ele não vai conseguir. Ninguém consegue..
É agonizante pensar que ninguém vai te enxergar e se te enxergarem, não vai ser do jeito que você sempre sonhou. Parece que nada será como já foi um dia e que um dia tudo será do jeito que eu não quero que seja.
É horrível tentar enxergar alguém além do que ele pode nos mostrar. É ruim conseguir enxergar e no final, não ver nada.
Ninguém tem nada.
É tudo tão vazio.
Você espera tanto de alguém que você nem ao menos conhece e sente medo. Medo de conhecer a pessoa de verdade e chegar a própria conclusão de que não valeu a pena.
Tentar enxergar um monte de pedaços de carne que se movimentam. Tentar enxergar por dentro das veias por onde passa o sangue que dá vida, que faz com que os pedaços se movimentem.
Ninguém enxerga desse jeito.
Ninguém me enxerga desse jeito.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

brilho roubado

Ilumino tudo ao meu redor, mas essa luz não é minha. Não tenho luz, dependo dele pra brilhar e sem ele, eu não brilho.. nunca.
Ele traz alegria, aconchego, paixão. Eu trago solidão, tristeza, frio... trago a noite, trago a madrugada, a solidão de quem não tem companhia para dormir. Faço o frio arder nos ossos e o vento cortar a pele.
Não tenho a pretensão de brilhar mais que ele, apenas quero me sentir próxima a ele, através desse brilho tão forte, pois sinto que nunca vou alcançá lo, nunca o terei perto de mim.
Ele é o sol, eu sou a lua.

sábado, 4 de setembro de 2010

tarde demais

Sinto essa agonia dentro de mim e eu não entendo.
Tanta coisa acontecendo e eu não consigo me controlar
O medo, a ansiedade, o desconhecido
Pra quê arriscar?
A vida nos dá tantas oportunidades
Sinto que não aproveito nenhuma
No final, eu sinto só saudades
Das oportunidades que perdi
São tantas as coisas que a gente perde
A gente só vai descobrindo quando é tarde demais