domingo, 27 de setembro de 2009

Misturei D:

Entre eu e você, o que realmente importa?
Acordar todos os dias e pensar se você acordou também, escrever textos em folhas perdidas do meu fichário, olhar para a janela da sala de aula e pensar nas coisas que eu ando sentindo por você.
Entre eu você existem coisas que eu desconheço, que eu imagino, mas nunca descubro. Coisas...
De onde será que nase, de onde será que cresce?
Dá medo imaginar? Ou dá medo de querer sentir?
Desconhecido...
É tudo desconhecido, novo, diferente. Não me dá medo. Dá medo em você?
Eu estou aqui, mesmo quando não estou, você está em mim mesmo quando eu não quero, eu te protejo até quando não estou na sua frente, eu estou com você mesmo você não estando em mim. Então.. porque o medo?
Entre eu e você o que importa.. o que importa é simplesmente o que existe, o que cresce daquilo que nasceu, aquilo que taxamos de forte e avassalador, aquilo que faz com que sintamos saudade mesmo quando estamos juntas, é a falta daquilo que não está faltando, é o desejo de ser você, é o amor que sentimos. O amor que eu tenho por você.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Do outro lado da rua

eu vejo do outro lado da rua uma pessoa, uma pessoa que brilha mais que a lua pode tentar. uma alma que grita querendo sair e se espalhar pelo mundo, um olhar que é só dela, um olhar que procura por outro, que procura pelo seu olhar.
os cabelos pesados e forte que balançam em direção ao horizonte, almejando uma vida diferente. uma vida longe dalí.
seu corpo não se move, mas é como estivesse em movimento sempre, as curvas e o tom de pele que marcam e fazem a pessoa certa vidrar.
lábios que querem gritar para você, do outro lado da rua, que ela te ama, ela espera por você.
ela sou eu, você...é você.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

De vez em quando

A gente insiste em cuidar da vida dos outros. Talvez seja mais fácil olhar o problema daquela pessoa e esquecer os nossos (como se eu tivesse algum problema catastrófico, enfim).
O melhor é quando nós não conseguimos interferir. A gente se sente tããão inútil que nem vale a pena insistir. Mas o ruim é que não esquecemos, eu não sei porque, mas nós criamos uma raiva que não sei de onde sai e aí, essa raiva fica crescendo toda vez que nós pensamos sobre nosso fracasso.
É ruim querer tanto acrescentar conteúdo em alguém? Eu não consigo aceitar a falta de personalidade que uma pessoa pode criar dentro dela, eu não consigo ver essas coisas.
E é aí que todos nós, querendo agir de maneira diferente, fechamos nossos olhos, como todo mundo faz.
E quem perde a personalidade agora?
Eu.
(mas eu minto)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Jabuticaba

meu corpo estremesse ao som de músicas que me fazem lembrar de momentos que eu já vivi e tenho saudades, a intensidade do som batendo nos meus tímpanos e entrando no meu cérebro faz com que minha mente sinta cada batida e cada palavra cantada.
eu me sinto assim com outras coisas, coisas que acontecem do nada, de repente e a gente fica sem ação, ou fica surpreso, como eu fico ás vezes, como eu fiquei...
parece que é novo e ao mesmo tempo velho, é como se nunca tivéssemos passado por todas aquelas coisas que ferraram tudo, é como se a outra pessoa fosse nova e eu também e tudo fosse diferente.
mas quando você sente que não quer voltar atrás...
você não volta..
pelo menos não agora. agora que as coisas estão tão...tão...
não sei, é estranho sabe. dá vontade de avançar, de criar algo, de fantasiar.. de.. de...
sabe aquelas coisas que a gente imagina e só fica na imaginação mesmo?
então...
'a garota encontra a pessoa sentada no metrô, ela olha para essa pessoa e a mesma retribui o olhar e assim começa uma relação intrigante de um possível amor. pensamentos e desejos que talvez nunca se saciem e nunca sejam reconhecidos. a falta do toque do outro por medo de que tudo estrague, de que o momento especial se transforme em um momento banal, ou até mesmo clichê. então fica por aquilo mesmo, o olhar, a imaginação. -quem é você?'


terça-feira, 15 de setembro de 2009

anseios

eu queria ter um botão pra desligar todo esse troço grande dentro de mim, porque ás vezes me irrita tanto, me machuca tanto que eu não aguento saber que é impossível desligar.
eu olho nos olhos e vejo que talvez exista um pingo de futuro, mas é inevitável não se importar com isso no final, quando sua mente pertence à outra mente.
eu queria entender o motivo das coisas que eu não consigo dizer, eu queria dizer, mas eu não digo.
eu tenho raiva em silêncio, eu sinto meus medos em silêncio.
eu não teria medo de dizê los, mas se eu os dissesse eles tornariam verdadeiros?
e quem saberia lidar com meus anseios?
dentro do meu furacão tem dois sentimentos e tem um desses dois que eu ando sentindo até demais.
quando a gente sente um mais que o outro, quer dizer que esse que eu não sinto muito muito tá perdendo a importância?
você sabe me dizer?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

único

Bença, vó.
Deus te abençõe, fiilha.

Eu nem sei mais como se escreve.
As pessoas dizem que é impossível esquecer, mas a gente acba esquecendo aos poucos.
Dói saber disso, não?
Triste saber que só lembro d você porque carrego comigo uma lembrança sua, um objeto. Mas e se eu não tivesse isso?
Será que quando a gente morre a gente encotra nosso amor verdadeiro?
Eu espero encontrar a senhora, vó.
Eu te amo