domingo, 6 de novembro de 2011

cicatrizes

Ainda dói quando penso em tudo o que passou. É como se as memórias pudessem me ferir de um jeito que eu não pudesse evitar..
Não sei se ainda sinto as mesmas coisas que antes, mas é como se eu ainda pudesse me sentir do jeito que me sentia e depois... e depois apenas passava.
Ultimamente vejo essas tais memórias como sentimentos pontudos que me machucam de vez em quando, e quando machucam, é como se eu conseguisse colocar toda aquela dor pra fora de mim e a tranformasse em cicatriz. Uma vez que a transformo em cicatriz, não posso mais esquecê-la, mas pelo menos não sentirei mais nenhum tipo de dor. Pois as cicatrizes estarão lá como memórias, mas dessa vez, não poderão me machucar.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

passado

ás vezes eu penso em como poderia ser a minha vida se tudo tivesse acontecido de um modo menos doloroso. todo mundo pensa nisso e em todas as formas possíveis de tornar um passado ruim em um passado menos dolorido para ser lembrado. eu só queria deixar de desejar que meu passado nunca tivesse acontecido...
ruim não é você desejar ter tido um passado mais ameno, ruim é desejar que ele nunca tivesse ocorrido em sua vida. é como se você desejasse nunca ter conhecido alguém pelo mal que essa pessoa lhe causou. é assim que eu me sinto.
de que adianta tudo estar bem apenas por causa de um enorme esforço? as coisas não deveriam fluir naturalmente?
é cansativo se esforçar para não ter ciúmes, se esforçar para não guardar rancor, se esforçar para não amar tanto... é cansativo se esforçar.
acho que estou em um nível onde eu preciso muito mais do que uma simples conversa, um simples sorriso e isso não sou eu. essa não sou eu.
não me sinto eu quando estou com você. e tudo isso porque eu tenho que fingir ser uma pessoa totalmente diferente daquela que já fui, porque eu não consigo lidar com tanta tristeza ao lembrar de tudo o que já me aconteceu.
hoje em dia, se me perguntassem o que eu mudaria no meu passado, eu diria que desejaria que todas aquelas coisas que aconteceram não tivessem acontecido. eu desejaria nunca ter te conhecido.
doloroso, mas sincero.

terça-feira, 10 de maio de 2011

gatinho de pelúcia

ela deitou na sua cama e abraçou seu gatinho de pelúcia e se sentiu só. mais uma noite daquelas...
ela não estava sozinha, apenas não estava com quem gostaria de estar e isso se tornara uma constante em sua nova vida longe daquilo que ela almejava tanto.
rolava na cama de um lado para o outro, não encontrava uma posição confortável para dormir e talvez ter bons sonhos. o frio a fazia apertar cada vez mais o gatinho de pelúcia que para ela era a única ligação com aquilo que estava em sua mente.
seus olhinhos se apertaram e uma lágrima caiu em cima do gatinho de pelúcia que ficou com uma manchinha de bolinha em cima de uma de suas orelhinhas. ela estava triste.
um filme de sua vida começou a passar pelo seu pensamento e ela se lembrou de coisas que a faziam sentir saudade e tristeza, pois ela lembrou de que aquelas coisas tinham acabado.
mais uma lágrima caiu, mas agora foi na testa do gatinho.
ela tremeu de frio e se enfiou mais ainda debaixo do cobertor e tentou chorar bem baixinho pra não acordar a sua amiga que estava dormindo na cama de cima.
- 'que raiva!' - ela sussurrou ao perceber que havia se entregado aos sentimentos que ela tanto ignorava..

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Intrínseco

Eu preciso de carne, ossos, suor, pele entre meus dedos. Preciso sentir dor, ódio, carinho, medo, saudades, ou qualquer coisa que me faça acreditar que eu ainda posso sentir alguma coisa.
Não me importo de estar com pessoas diferentes, só espero que elas me façam esquecer que um dia eu já pertenci a outro corpo.
Carne. Tudo se bazeia na carnificina, podendo ser apenas como uma representação do dilaceramento que pratico todas as vezes que procuro sentir com outros corpos o que eu não sinto mais.
Estou com outros e ainda sim me sinto sozinha e dentro de mim existe apenas um vazio que parece nunca ser preenchido, e por mais que eu tente, o vazio só aumenta.
Se isso é estar vivendo a minha vida, então para mim é como estar acabando com ela, e eu realmente não me importo.
Estou me dilacerando pouco a pouco e essa é a única coisa que me faz sentir viva.

domingo, 3 de abril de 2011

saudades

Eu acho que não estou conseguindo mais aguentar a saudade que carrego dentro de mim. São as ruas, as estrelas, as músicas, as frases, os filmes, os cafés, os perfumes... talvez nada. Só sei que quando durmo e quando acordo fico sempre com a mesma coisa na cabeça e não consigo pensar em outra coisa que não seja aquilo que meu coração grita. Ele grita seu nome dentro de mim e sangra toda vez que deseja ter seu coração por perto. Não sei se chega a ser exagero, mas é preciso talvez exagerar para demonstrar toda a falta que me faz, todo o vazio que eu sinto, toda a dor que me incomoda. Talvez na dor eu sinta que tudo isso pode passar um dia, mas não quero enlouquecer até que esse dia chegue. São coisas demais para pensar, coisas demais para fazer e eu não entendo como ainda penso na mesma coisa de sempre. Como você pode viver tanto tempo na minha mente? Como você tem coragem de invadir as entranhas dos meus pensamentos mais secretos e acabar com qualquer possibilidade de não pensar em você? Como você pode permitir que eu sinta dor por sua culpa? Como?

quarta-feira, 9 de março de 2011

Changes

o tempo passa tão rápido que quando olhamos para trás, percebemos que tudo ficou diferente, que muitas coisas acabaram não sendo aquilo que planejávamos.
depois de olhar para trás, olho para a frente e vejo tudo aquilo que pode me acontecer e todas as possibilidades de uma possível felicidade maior do que aquelas que eu já vivenciei.
'Antigamente'. Eu não usaria essa palavra antes, mas agora já faz tanto tempo. Não encontrei palavra melhor para descrever aquilo que ficou tão atrás. 'Antigamente...'
Enquanto vivenciamos um sentimento, é impossível acreditar que ele possa se perder no tempo, mas ele se perde e é difícil de achá lo depois.
Nunca foi tão bom crescer, porque daí a gente vê que tudo aquilo que achávamos ser o sentido de nossas vidas é apenas uma fase, uma pessoa perdida que não sabe o que quer e que talvez não queira saber por causa da grande covardia imposta pela 'sociedade familiar'.
Mas somos livres para decidirmos por nós mesmos, só que existem pessoas que largam essa liberdade para viver uma vida que outras pessoas impuseram a elas.
Cabeças fracas... sempre encontraremos no caminho.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

pequenos sonhos

Sabe.. eu ainda acredito que o destino vai me pregar a mesma peça que ele me pregou a dois anos atrás e que tudo vai voltar a ser como era, mas de um jeito muito melhor.
É... eu sou tão ingênua ainda..
Mas eu não me importo de conviver com certos sonhos dentro de mim, pois eles me fazem ser quem eu sou e eles me lembram quem eu fui um dia.
Eu sei que um dia vou acordar e perceber que todas essas fantasias de um possível reencontro serão apenas fantasias e que na verdade, tudo aquilo que eu sentia deixou de existir. Mas hoje, eu ainda deito na cama e antes de dormir, fico imaginando como será o momento do próximo 'oi'.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Love @

Sinto falta das coisas que me faziam feliz antigamente.. hoje em dia, são outros os motivos que me fazem sorrir ao acordar todos os dias..
Gosto das coisas como estão, mas não deixo de pensar que queria que algumas coisas do passado não tivessem acabado. Queria que algumas dessas coisas ainda continuassem a existir, mas não podemos ter tudo o que queremos..
Aprendi que a felicidade também está no fato de aceitar que algo acabou e que coisas novas vão vir, e essas coisas novas podem te fazer muito mais feliz do que as 'coisas velhas'.
Se bem que existem coisas que não acabam, como o amor..
Um sentimento que é instável e que pode ou não durar por um longo tempo, depende só da intensidade com que você o sente. A intensidade com que eu sinto esse amor é enorme, sempre achei que era uma intensidade diferente, mas nunca imaginei que era tão forte.
São essas coisas que fazem com que a gente tenha certeza de que nem tudo acaba, que nem tudo morre no passado.. essas coisas podem ficar guardadas dentro da gente por anos e aí um dia, elas voltam, fortes como nunca.
É isso o que eu sinto e é essa a certeza que eu tenho em relação a esse amor que eu sinto.
Se ele sobreviveu a tantas decepções, é porque ele ainda tem um motivo para estar vivo dentro dessa espiral que é o meu coração...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

new

Não quero ter que olhar no fundo dos seus olhos e me sentir triste por não reconhecer uma parte do seu corpo que eu tanto venerava e adorava como se fosse a imagem de quem você realmente era e que agora não é mais.
Talvez você ache esquisito o fato de que eu reforço tanto essa idéia de que você regressou para um mundo que eu desconhecia e que, a partir deste momento, eu deixei de admirar a pessoa que eu mais admirava no mundo, sem exageros.
Salvação, para mim, é poder deixar essas coisas que me deixam triste, ou seja, você e outras drogas. E não, não é o tipo de droga que a gente usa no sentido perjorativo, é o tipo de droga em que você é viciada porque é tão boa e precisa de reabilitação para largar.
Estou feliz por realmente poder confirmar o fato de que eu sou muito mais que tudo aquilo que já foi e que hoje, eu posso me achar boa demais.
Finalmente vou poder ser livre para seguir o caminho que eu quiser, não que antes eu era privada de fazer isso, mas é que hoje, eu tenho maturidade o suficiente pra desenhar meu mapa. Claro, ainda tenho muito o que crescer...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

shame on me

Não sei o que está acontecendo comigo, sinto que não tenho mais minha própria identidade. Parece que tá tudo ao contrário, como se as pessoas estivessem trocando os papéis em suas vidas e eu me sinto como se não me conhece mais.
É estranho olhar ao meu redor e perceber que existem novas, porém velhas pessoas que voltaram, mas que não são como eram antes e é como se elas tivessem trocado os papéis e eu estivesse atuando outro personagem que não sou eu.
Eu não queria que as coisas estivessem acontecendo de um jeito tão desconhecido, parece que eu não tenho mais controle sobre a minha vida, ou talvez eu esteja tomando o controle de uma maneira totalmente inconsequente. Eu não era assim, eu não sou assim...
Ultimamente, a única forma que encontrei para lidar com todas as coisas que andam me acontecendo é não ficar sóbria, porque quando estou sóbria, eu lembro das coisas e me sinto mal por isso.
Eu queria não ter escolhido essa maneira para lidar com os problemas, mas não vejo outra forma mais perspicaz do que essa, apesar de vergonhosa.
Sim, estou sendo fraca, mas temos que lembrar de que estou vivendo o meu maior medo que era ficar sem a pessoa que eu mais amo no mundo.
É, eu não tenho jeito.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A culpa é de quem?

Será que eu deveria me culpar por tentar superar algo que não me faz bem?
Tanta gente me falando tanta coisa que me faz desacreditar em tudo o que já aconteceu comigo a uns dias atrás.
Eu deveria acreditar em quem?
Em mim?
Como algo tão bonito pode se transformar em uma coisa tão feia e dolorosa?
E eu ainda deveria me culpar por pensar isso?
Porque parece que nada foi real?
São tantas as peguntas que eu tento ignorar, são tantos pensamentos que eu tento apagar da minha cabeça..
Mas eu não consigo e quer saber?
Eu não quero.
Duas pessoas totalmente diferentes não deveriam se relacionar. É difícil no final, para uma delas.
Estou sendo hipócrita, infantil, boba, mentirosa e todas as coisas que podem deixar as pessoas com raiva de mim. Mas é assim que eu to conseguindo seguir em frente.
Então quem deveria se culpar?
A culpa não é minha por estar assim.
Parece que todo mundo via uma coisa que eu nunca tinha visto.
Agora eu não sei se todos estavam certos enquanto eu achava que sabia de tudo sobre nós. Eu estava errada?
Eu quero muito estar errada, eu quero muito ter vivido uma mentira.
Seria mais fácil pra mim como é pra você.
Eu deveria me culpar por isso?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Aprendizados

Será que é possível segurar por tanto tempo um sentimento o guardando dentro de si no canto mais escuro do seu subconsciente?
Optamos por seguir caminhos diferentes e por muitas vezes, apenas não estamos dispostos a acompanhar a outra pessoa em um caminho que não nos trará benefícios.
A minha visão sobre esse tipo de acontecimento sempre esteve ligada ao fato de que somos egoístas e medrosos demais para seguir um caminho que na verdade é de outra pessoa que está disposta a dividir este caminho com você, mas como somos egoístas demais, não conseguimos abrir mão do caminho que é só nosso e aí acontece o que várias pessoas tentam esquecer por dias, meses, anos...
'Não estou pronto..' Acho que você já ouviu essa história.
Não quero ser pessimista, mas acho que isso acontece ou vai acontecer com todo mundo, pelo menos uma vez na vida e eu não acho que seja algo ruim, acho que temos de ser espertos nessa hora. O aprendizado que tiramos disso é o mais maduro possível, acreditem ou não.
Talvez a pessoa não esteja pronta mesmo, e se cortarmos o mal pela raíz o mais rápido possível, tenho certeza de que um dia o sentimento voltará. De alguma maneira.
Quem não consegue cortar o mal pela raíz (meu caso) fica na ridícula esperança de que algum dia, o amor que de fato já acabou, possa renascer das cinzas e voltar como se nada tivesse acontecido.
Eu acho que não tenho mais a velha visão do egoísmo sobre esse tipo de acontecimento, pelo menos nesse momento, eu vejo esse acontecimento como uma falha do destino, ou seja, o destino acertou em unir as pessoas certas, mas escolheu o tempo/espaço errados.
Não sei se estou sendo muito sonhadora (e talvez eu esteja mesmo) por pensar que algum dia conseguiremos a chance de tentar tudo outra vez no momento certo, mas é algo que eu tento pensar quando estou triste, e resolve (ás vezes). Mas eu posso estar me iludindo e tudo isso que aconteceu foi para me mostrar que não era para ser.
E talvez não fosse mesmo. Outra coisa que eu tento usar para ficar melhor.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Como lidar?

Eu não sei como começar isso e nem ao menos sei como escrever. Na verdade eu nunca saberei como escrever sobre algo que é tão profundo e tão forte.
Queria estar escrevendo outras palavras, queria estar vivendo um outro momento que não fosse esse, queria que tudo estivesse indo pelo caminho certo. Mas não está.
Não sei como lidar com um sentimento tão avassalador, tão inesquecível, tão tão... Tenho tido momentos de alegria, mas não consigo me esquecer da tristeza que sinto, não consigo deixar de pensar no que se passa dentro dessa tristeza.
Se eu fosse forte o suficiente para ignorar essa tristeza, tenho certeza de que as coisas seriam fáceis, melhores, amigáveis. Mas eu não sou forte, não sei ignorar o que sinto, porque é real, está em mim.
Se eu pudesse apertar o botãozinho de 'esquecer', eu já teria o feito, mas ele não existe, de fato.
Livros, estradas, paisagens, bares, cafés, o mundo todo me faz lembrar de algo que não tem como esquecer, não agora.
Meu estômago revira e minha cabeça gira e meu corpo todo enfraquece, deito na cama e tento botar pra fora, mas tudo o que eu consigo colocar pra fora é um suspiro.
Meus olhos secaram, minha garganta também, meu corpo já não aguenta mais uma onda de fortes emoções.
Não se trata de um drama, que todos nós vivenciamos em contos, novelas, filmes, teatros.. é a minha vida, é real, é uma verdade.
Agora... como aceitá la?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A segunda vez que te conheci (e assim espero)

"Amá-la me faz bem. Mesmo que ela não me ame, amo amá-la. Continuei amando desde o dia em que terminou. Passei dias amando como se não tivesse acabado. O amor não acaba, muda. O amor não será, é. O amor está. Foi. O não amor é o vazio. O antiamor também é amor.
Lembra do meu dedo dentro de você? Te chupo. Amo aquele instante secreto, quando sua boca incha, seus olhos apertam, suas unhas me arranham e você diz, com tanta verdade: 'Eu te amo!' O amor acabou quando você se foi?
Você sentiu saudades da minha boca, pescoço, torrada com mel, das noites pelados assistindo à tevê, dos vinhos entornados no lençol e pelo chão, do café-da-manhã com jornal, de atravessar a avenida comigo, de mãos dadas, de correr da chuva, do cinema gelado em que vimos aquele filme sem fim, torcendo para acabar logo e ficarmos a sós, da minha risada, dos meus olhos te espiando, meus dentes te mordendo.
Ficou longe de mim e pensou nós todas as noites, bêbada ou louca, queria me ligar, me escrever. Meu vulto estava sempre presente..."