quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A segunda vez que te conheci (e assim espero)

"Amá-la me faz bem. Mesmo que ela não me ame, amo amá-la. Continuei amando desde o dia em que terminou. Passei dias amando como se não tivesse acabado. O amor não acaba, muda. O amor não será, é. O amor está. Foi. O não amor é o vazio. O antiamor também é amor.
Lembra do meu dedo dentro de você? Te chupo. Amo aquele instante secreto, quando sua boca incha, seus olhos apertam, suas unhas me arranham e você diz, com tanta verdade: 'Eu te amo!' O amor acabou quando você se foi?
Você sentiu saudades da minha boca, pescoço, torrada com mel, das noites pelados assistindo à tevê, dos vinhos entornados no lençol e pelo chão, do café-da-manhã com jornal, de atravessar a avenida comigo, de mãos dadas, de correr da chuva, do cinema gelado em que vimos aquele filme sem fim, torcendo para acabar logo e ficarmos a sós, da minha risada, dos meus olhos te espiando, meus dentes te mordendo.
Ficou longe de mim e pensou nós todas as noites, bêbada ou louca, queria me ligar, me escrever. Meu vulto estava sempre presente..."

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