quinta-feira, 4 de junho de 2009

'ele pensa demais e não consegue sentir, pensar e encontrar uma razão. encontrando a razão, você já não consegue sentir o que você deve sentir, porque você já sabe o que deve sentir, então você não sente.
ele vive em contradição.'

Tirei 0,5 nessa resposta. Nota máxima.

'Porque quando você pensa,tudo perde significado, você deixa de enxergar as coisas do jeito que elas são. 'pensar é estar doente dos olhos', é exatamente isso o que acontece. nós pensamos quando não enxergamos aquiloque está na frente dos nossos olhos. as coisas perdem significado.'

0,5 também.

'ele fala que nós fazemos as coisas de acordo com o que nos impõem, nós somos almas presas dentro de caixas metálicas com vida, que tomam conta do nossos ser, do nosso pensar e agir.'

0.5



Deste modo ou daquele modo.

Deste modo ou daquele modo.
Conforme calha ou não calha.
Podendo às vezes dizer o que penso,
E outras vezes dizendo-o mal e com misturas,

Vou escrevendo os meus versos sem querer,
Como se escrever não fosse uma cousa feita de gestos,
Como se escrever fosse uma cousa que me acontecesse
Como dar-me o sol de fora.

Procuro dizer o que sinto
Sem pensar em que o sinto.
Procuro encostar as palavras à idéia
E não precisar dum corredor

Do pensamento para as palavras
Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir.
O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado
Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar.

Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
Mas um animal humano que a Natureza produziu.

E assim escrevo, querendo sentir a
Natureza, nem sequer como um homem,
Mas como quem sente a Natureza, e mais nada.
E assim escrevo, ora bem ora mal,
Ora acertando com o que quero dizer ora errando,
Caindo aqui, levantando-me acolá,
Mas indo sempre no meu caminho como um cego teimoso.

Ainda assim, sou alguém.
Sou o Descobridor da Natureza.
Sou o Argonauta das sensações verdadeiras.
Trago ao Universo um novo Universo
Porque trago ao Universo ele-próprio.

Isto sinto e isto escrevo
Perfeitamente sabedor e sem que não veja
Que são cinco horas do amanhecer
E que o sol, que ainda não mostrou a cabeça
Por cima do muro do horizonte,
Ainda assim já se lhe vêem as pontas dos dedos
Agarrando o cimo do muro
Do horizonte cheio de montes baixos.


Alberto Caeiro.

E se eu dissesse que penso muito sobre você?
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano

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